
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) promoveu, na última quarta-feira (19), no auditório do Instituto Federal de Goiás (IFG) – Câmpus Inhumas, um encontro em formato de conversa aberta, voltado especificamente para homens, dentro da programação da 33ª Semana Nacional da Justiça pela Paz em Casa, realizada de 17 a 21 de agosto.
A ação integrou o Agosto Lilás, marcando os 20 anos da Lei Maria da Penha, e teve como tema ‘A paz no lar começa em mim: reflexão, responsabilidade e mudanças de atitudes para construir relações saudáveis e um lar em paz’.
Durante o evento, a juíza Mônica Miranda Gomes de Oliveira Estrela, responsável pela Vara de Família e Sucessões, Infância e Juventude, Fazendas Públicas, Registros Públicos e Ambiental da Comarca de Goianira, abordou o assunto junto ao público masculino, em especial os citados em processos de violência doméstica da comarca de Inhumas. “A iniciativa partiu de uma constatação de que o sistema de Justiça costuma concentrar seu olhar nas vítimas e, muitas vezes, deixam os agressores sem qualquer processo de reflexão, além da punição formal. É preciso dialogar a respeito”, disse.

A magistrada ressaltou que a participação no encontro não retira a responsabilidade dos atos, mas aponta para uma mudança de comportamento. “As relações marcadas pelo ciclo da violência, com fases de agressão, calmaria e reincidência, apontam para um trabalho contínuo, que exige exclusivamente dos próprios homens, nas dimensões emocional e comportamental, para se romper esse ciclo da violência de gênero”, explicou.

Respeito
As orientações passadas aos participantes são de que, quando há o fim de uma relação conjugal, é necessária uma busca pelo cuidado à saúde mental como parte do processo. “A decisão deve ser respeitada integralmente, sem cobrança de explicações. Esse cuidado não é Recurso de desculpa para o passado, mas responsabilidade para o futuro. É preciso desconstruir estereótipos para prevenir a violência, ao falar de masculinidade”, falou ao citar as questões financeiras no contexto.
(Texto: Karineia Cruz - Diretoria de Comunicação Social do TJGO)