O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), desembargador Carlos França, inaugura nesta sexta-feira (24) a 22ª usina fotovoltaica do Poder Judiciário goiano, consolidando o TJGO como referência em sustentabilidade. Localizada em Cachoeira Dourada, a Central Geradora Fotovoltaica é a maior do estado e está alinhada ao programa Justiça Carbono Zero, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com a nova usina, as centrais da Justiça goiana vão gerar 58% do consumo dos 158 prédios do TJGO, resultando em uma economia anual de quase R$ 10 milhões aos cofres públicos. A usina foi construída em parceria com a Companhia Celg de Participações (Celgpar) e a Isofen Energy Engenharia de Sustentabilidade.
“O TJGO dá um passo importante para consolidar seu papel como instituição comprometida com a sustentabilidade ambiental e a gestão pública eficiente. A inauguração dessa usina reflete nosso alinhamento às diretrizes do CNJ, especialmente ao programa Justiça Carbono Zero, que visa transformar o Judiciário em exemplo de responsabilidade socioambiental”, afirmou o presidente Carlos França. Ele ressaltou que o programa busca reduzir as emissões de carbono do Poder Judiciário e prevê, entre suas ações, a instalação de usinas fotovoltaicas. “Essas unidades geram energia renovável, não poluente e sem resíduos, com a meta de alcançar a neutralidade de carbono até 2030”, explicou.
Modernização sustentável
O diretor-geral do TJGO, Rodrigo Leandro, destacou a importância do Complexo Fotovoltaico do Tribunal como um marco no compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental: "A operação do Complexo Fotovoltaico do TJGO simboliza nosso empenho no combate às mudanças climáticas, com a projeção de evitar a emissão de aproximadamente 20.042 toneladas de CO₂ ao longo de 25 anos. Essa redução significativa se baseia em uma produção anual estimada de 9.110.400 kWh, considerando o fator médio de emissão do Sistema Interligado Nacional (0,088 toneladas de CO₂/MWh). Além de promover eficiência energética, essa iniciativa reforça nosso papel em implementar soluções inovadoras e ambientalmente responsáveis, contribuindo de forma direta e concreta para a preservação do meio ambiente."
Grande potência
Já a subdiretora-geral, Leandra Vilela, explica que a central tem potência instalada de 5 megawatts. "Ela ocupa uma área de 115 mil m², sendo composta por 9.380 módulos fotovoltaicos e produz anualmente 9.944,4 MWh, o que corresponde a 43% do consumo energético de 158 edifícios do TJGO, que junto com as 21 usinas em funcionamento vão gerar 58% do nosso consumo", ressaltou.
Rede de usinas
De acordo com a diretora de Engenharia e Arquitetura da Diretoria Geral, Cybelle Saad Sabino de Freitas, atualmente, o TJGO conta com 21 usinas fotovoltaicas. "Elas estão em pleno funcionamento, e estão instaladas em edifícios espalhados pelo estado, como o Edifício-Sede do Tribunal de Justiça, o Fórum Cível e o Fórum Criminal, em Goiânia. Elas representam esse grande projeto da gestão do TJGO para torná-lo mais sustentável", explicou. No interior, as usinas estão presentes nos fóruns das comarcas de Bela Vista de Goiás, Catalão, Nazário, Piracanjuba, Goiatuba, Corumbá, Santa Helena, Senador Canedo, Formosa, Goiás, Mossâmedes, São Domingos, Buriti Alegre, Varjão, Firminópolis, Itajá e Piranhas.
Investimento estratégico
A construção da usina, orçada em R$ 29,8 milhões, faz parte do Plano Estratégico 2021-2026 do TJGO e está alinhada ao Macrodesafio de Promover a Sustentabilidade, além de atender à Meta 8, que prevê a modernização de 70% das unidades judiciárias com foco em eficiência energética. A iniciativa também segue as diretrizes da Resolução CNJ nº 594/2024, que orienta os tribunais a adotar medidas para reduzir emissões de gases de efeito estufa, consolidando o TJGO como referência em inovação e gestão sustentável no setor público.