
A diretora do Foro da Comarca de Goiânia, juíza Patrícia Dias Bretas, apresentou, na tarde desta quinta-feira (13), no Fórum Dr. Heitor Moraes Fleury, o Programa Jovens de Excelência. A iniciativa tem por objetivo dar oportunidades a jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica e, por meio de parcerias, encaminhá-los para aprendizado profissional nas unidades judiciárias.
Participaram da apresentação as representantes e os representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), das instituições integrantes das Obras Sociais do Centro Espírita Irmão Áureo (Osceia) e da G4F Soluções Corporativas, assim como os beneficiados pelo programa e seus responsáveis, além de servidoras e servidores da Comarca de Goiânia, que acompanharão o andamento do projeto. Na ocasião, cinco jovens receberam os crachás funcionais. Para os envolvidos, a expectativa é de que o número de oportunidades seja ampliado.

Projeto inovador
O Programa Jovens de Excelência é um projeto inovador dentro do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), que tem foco no desenvolvimento profissional de jovens, com idade mínima de 14 anos, em situação de vulnerabilidade social e econômica. As parcerias se dão na modalidade alternativa e de aprendizagem profissional, pelas quais as cotas que as empresas devem cumprir, e não são alcançadas, são encaminhadas a outros órgãos e empresas. Na ocasião, sob a representação de Patrícia Bretas, o TJGO se comprometeu a disponibilizar, para esse público, espaço profissional nas Unidades de Processamentos Judiciais (UPJ´s) da Comarca de Goiânia. Os jovens são remunerados por quatro horas trabalhadas e tem registro na carteira profissional.
Um passo para o futuro
“Nossa intenção é contribuir, no âmbito do Poder Judiciário goiano, com oportunidades de qualificação profissional. O programa tem o objetivo de promover a aprendizagem profissional desses jovens, que exercerão suas funções dentro das unidades judiciárias da Comarca de Goiânia. Então, por meio de um termo de cooperação com o Ministério do Trabalho, a empresa que deveria contratar por cotas de aprendizagem, e que por razões diversas não consiga cumprir todas as cotas, faz o encaminhamento ao Fórum e nós absorvemos essa mão de obra. Com isso, esses jovens terão a experiência de que precisam para entrar no mercado de trabalho, serem remunerados por isso e se prepararem para trilhar um brilhante caminho”, afirmou Patrícia Bretas.

A representante do MTE, responsável pela fiscalização da Aprendizagem Profissional em Goiás, Helga Jordão da Silva, detalhou que a iniciativa prioriza o processo de desenvolvimento para a entrada no mercado de trabalho. “As empresas precisam cumprir uma cota que assiste os aprendizes, justamente para colocar esses jovens no mercado de trabalho. É uma política que tem como foco dar oportunidades para receber formações práticas. A empresa assume o ônus por esses aprendizes. Ou seja, não há custo para o TJGO”, explicou.
Parceiros
Os representantes da Osceia pontuaram os benefícios da parceria. “Temos um longo e reconhecido histórico de fazer um trabalho preventivo para auxiliar ao máximo jovens em situação de vulnerabilidade. A ideia é deixá-los fortalecidos para fazer mais e melhor. Com essa parceria, eles devem compreender que estão sendo direcionados para um local privilegiado e precisam aproveitar a oportunidade, afinal, estamos falando de TJGO”, salientou o presidente da instituição social, Jânio Borges Santos.
Conforme o coordenador do programa Jovem Aprendiz da instituição, José Revoredo, a pretensão é “buscar outras empresas e ampliar essa política para preparar adolescentes para enfrentarem o mundo e serem bons cidadãos”.
A diretora de Gente e Gestão da G4F, Andrielle Queiroz, por sua vez, defendeu a importância do aprendizado na prática. “Nada melhor que a prática. É preciso proporcionar oportunidades de acesso ao mercado de trabalho. Estamos aqui engajados e com interesse em ampliar o projeto porque percebemos a disposição do TJGO em fazer desses meninos e meninas, cidadãos responsáveis e confiantes”, disse.
Grandes esperanças
Contratado por meio de parceria, Samuel Cunha de Oliveira, 17 anos, comemorou as possibilidades que lhe foram abertas. “É um sentimento muito bom. O início para que eu possa ter uma vida melhor, para seguir carreira e crescer na vida. Meu sonho é ser policial. Aqui é o início de tudo. No mercado de trabalho, a ideia é crescer cada dia mais. Sei que sairei daqui com muita experiência e, espero, também muitas oportunidades”. (Texto: Karineia Cruz/ Fotos: Laura Cipriano- Centro de Comunicação Social do TJGO)