
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), por meio da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão, do Núcleo de Responsabilidade Socioambiental (Nursa) e do Laboratório de Inovação (Inovajus), realizou, nesta segunda-feira (31), a Oficina de Acessibilidade e Inclusão. A iniciativa teve como objetivo identificar, de forma colaborativa, sugestões de melhorias para ferramentas tecnológicas e de acesso ao Poder Judiciário.
O presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, fez a abertura do evento, realizado no Inovajus, e destacou que a ação representa um passo fundamental para garantir que o Judiciário goiano seja verdadeiramente acessível a todos. “A participação de nossos magistrados, servidores e representantes do Sistema de Justiça neste evento demonstra nosso compromisso com a construção de um ambiente mais inclusivo, que respeita as diversidades e assegura os direitos de todas as pessoas”, afirmou.

A coordenadora do Inovajus, juíza auxiliar da Presidência Jussara Cristina Oliveira Louza, ressaltou a importância da participação de diferentes segmentos no aperfeiçoamento do acesso ao Judiciário. “A acessibilidade e a inclusão vão desde a assistência judiciária até as dependências físicas e a navegabilidade no site. A contribuição de todos é fundamental”, pontuou.
A juíza auxiliar da Presidência Lidia de Assis e Souza, integrante da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TJGO, reforçou que, por meio da oficina, “novas ideias e soluções surgem, proporcionando alternativas para um Judiciário cada vez mais acessível”.

Já a presidente da Comissão, juíza Priscila Lopes da Silveira, destacou que a colaboração interinstitucional busca, de forma contínua, o desenvolvimento de novas ferramentas e o aprimoramento das já existentes para garantir a inclusão. “Nossa intenção é assegurar uma inclusão plena e verdadeira, algo que já estamos conquistando e avançando a cada dia. Contamos com a colaboração de todos para transformar essas intenções em ações concretas”, enfatizou.

A secretária do Nursa, Raquel Antonini, também destacou o caráter colaborativo da oficina. “Nosso objetivo é construir, de forma conjunta, sugestões de ferramentas de tecnologia assistiva que aperfeiçoem todos os acessos ao Poder Judiciário. A participação de pessoas com deficiência do TJGO, representantes da OAB, Ministério Público e outras instituições é essencial para alcançarmos esse propósito.”
Desafios
A oficina foi conduzida pela coordenadora do Inovajus, Jaquelline Martins e Silva, com facilitação dos servidores Marília Pires e Carlos Henrique Reis. Participaram integrantes do Sistema de Justiça, servidores e estagiários — alguns deles com deficiência — que puderam compartilhar os principais desafios enfrentados ao acessar serviços, instalações ou se comunicar com o Judiciário, além de sugerirem possíveis soluções.

O presidente da Comissão de Pessoas com Deficiência da subseção da OAB de Crixás, Ricardo Moreira de Melo, que tem deficiência visual, elogiou a iniciativa. “Não há que se falar em políticas para nós, sem nós. A inserção de pessoas com deficiência nessa discussão, envolvendo diferentes órgãos, é essencial e representa um grande avanço para a construção de um ambiente mais inclusivo e acessível”, avaliou.

A oficina também contou com a presença do diretor de Planejamento e Inovação do TJGO, Diego César Santos; do procurador do Estado, Pérsio Mártins; do promotor de Justiça João Luiz Morais Vieira; além de servidores e colaboradoras do TJGO e do Ministério Público. Veja galeria (Texto: Karinthia Wanderley/ Fotos: Acaray Martins- Centro de Comunicação Social do TJGO)