
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), desembargador Leandro Crispim, prestigiou, nesta sexta-feira (9), a solenidade de encerramento do 5º Encontro Nacional de Memória do Poder Judiciário. A cerimônia aconteceu no “Auditório dos Goyazes”, na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18). Na oportunidade, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, ao encerrar o encontro, por transmissão de vídeo, anunciou que o próximo Enam será realizado no Estado do Pará.
O ministro Luís Roberto Barroso ainda agradeceu a todos os participantes e inscritos do 5º Enam, “que, com os seus trabalhos buscaram promover a conscientização da necessidade de conhecimento e valorização da gestão documental e de memória, da história e do patrimônio cultural”, ressaltou.

Compuseram também a mesa diretiva do evento o governador Ronaldo Caiado; o presidente do TRE-GO, desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga; o presidente do TRT-18 , desembargador Eugênio Cesário; o conselheiro do CNJ, desembargador Alexandre Bastos; e o juiz Marcelo Eduardo Rossito Bassetto, presidente da Comissão Permanente de Avaliação e Gestão Documental do Conselho da Justiça Federal.
Participaram, ainda, o presidente da Comissão de Memória e Cultura do TJGO, desembargador Itaney Francisco Campos; o coordenador do Comitê de Documentação e Memória do TRT-GO, desembargador Elvécio Moura dos Santos; o coordenador do 5º Enam e desembargador do TRE-GO, Rodrigo Brustolin; a presidente do TRT - 8ª Região (Pará) e presidente do Comitê Nacional de Gestão da Memória da Justiça do Trabalho (Memojutra), desembargadora Sulamir Palmeira Monassa de Almeida; e a juíza auxiliar da Presidência do TJGO, Lidia de Assis e Souza.
O evento, idealizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Resolução n.º 316/20, foi sediado neste ano pelos Tribunais locais: TJGO, TRT-18 e TRE-GO, com apoio da Seção Judiciária de Goiás – Justiça Federal (TRF-1). Durante a realização do Enam em Goiânia, iniciado na última terça-feira (6), oficinas, debates, visitação a museus, exposições, lançamentos de livros e revistas, sarau cultural e painéis fizeram parte da programação.
“Tornar visível o que antes foi deixado de lado”
Em sua fala para os participantes do evento, Leandro Crispim destacou que “política de memória não é a história do que aconteceu, é o modo como o Judiciário escolhe lembrar”. “Lembrar e, principalmente, como escolhe tornar visível o que antes foi deixado de lado. As vozes reunidas neste encontro lembraram que toda a história institucional carrega ausências, silêncios e obscuridades. O gesto de escutar, revisar e integrar memórias silenciadas não corrige o passado, mas é condição essencial para avançar na construção de um Judiciário mais inclusivo e mais consciente”, afirmou Leandro Crispim.

O governador Ronaldo Caiado também destacou a importância do evento. “Cada um aqui conseguiu, na sua atividade, avançar um pouco e, dentro da liderança que alcançou, estender as mãos aos mais humildes, aos mais necessitados, e construir uma sociedade mais harmônica. Podemos sim, sem nos acovardar diante das dificuldades, dar resultados que ficarão marcados na vida de muitas pessoas humildes”, ressaltou Caiado.

O presidente do TRE-GO, desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga, ressaltou o compromisso do evento com o conhecimento, a humanidade da função judicante e a responsabilidade institucional com a memória. “Encontros como esses são fundamentais, são momentos em que trocamos impressões, ideias, conhecimentos, numa preservação fundamental e reverencial ao que ficou nos ontens, nos nossos passados. Preservemos a memória do Judiciário. Isto é uma exigência, não uma opção”, frisou Veiga Braga.

Em discurso, o presidente do TRT-GO, desembargador Eugênio Cesário, destacou que “a sociedade é feita, sobretudo, por sua memória”. “Infeliz é o povo que não tem memória, porque tende a cometer erros que já se foram. Então, preservar a memória de um poder como o Judiciário significa sobretudo preservar os fatos. As grandes questões que por aqui passaram, não só seus prédios, não só seus documentos, mas a memória dos que fazem a justiça, registrá-la para que o passado possa nos instruir no presente e nos dirigir para o futuro”, pontuou.

Segundo o conselheiro do CNJ, desembargador Alexandre Bastos, “o espaço de memória representa uma forma inovadora de o Poder Judiciário dialogar com a sociedade, para além dos processos e julgamentos. Trata-se de uma oportunidade para que a população compreenda melhor o papel do Judiciário na construção da história do país, ao mesmo tempo em que a própria instituição apresenta sua contribuição para os processos históricos vivenciados pelo Brasil”, destacou.

Para o Juiz Marcelo Eduardo Rossito Bassetto, presidente da Comissão Permanente de Avaliação e Gestão Documental do Conselho da Justiça Federal, “o nosso caminhar é que constrói o caminho pela frente, não há um caminho feito, mas há um caminho para trás, e o que nos inclui na memória é não deixar esse caminho se apagar. Muito mais do que relatar o que ocorreu, é preciso fundamentalmente não esquecer o que ocorreu. A nossa incumbência é de dizer a verdade, de não esconder as verdades que ocorreram em nossas instituições e em nosso país”.

No final da solenidade de encerramento do 5º Enam, o coordenador do Comitê de Documentação e Memória do TRT-GO, desembargador Elvécio Moura dos Santos, leu a Carta de Goiás. (Texto: Karinéia Cruz e Sarah Mohn / Fotos: Acaray Martins) Veja galeria de fotos