O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), desembargador Leandro Crispim, participou, nesta terça-feira (10), da cerimônia solene em comemoração aos 20 anos de instalação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizada em Brasília. O chefe do Poder Judiciário goiano esteve acompanhado pelos membros da mesa diretiva do TJGO: o corregedor-geral da Justiça de Goiás, desembargador Marcus da Costa Ferreira, e o corregedor do Foro Extrajudicial, desembargador Anderson Máximo de Holanda. Também participaram do evento o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga, e a juíza Flávia Nagato, representando a Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego).
"O Conselho Nacional de Justiça é um marco importante na história do Poder Judiciário brasileiro. Nessas duas décadas, o CNJ tem promovido avanços fundamentais, com foco na transparência, na eficiência, na responsabilidade e na garantia de direitos. Trago o abraço de todo o Poder Judiciário goiano para reafirmar o nosso compromisso com o CNJ, que tanto contribui para o aprimoramento dos serviços que oferecemos à sociedade”, destacou o presidente Leandro Crispim.

Já o corregedor-geral da Justiça de Goiás, desembargador Marcus da Costa Ferreira, ressaltou a relevância das diretrizes nacionais para o fortalecimento da atividade correcional: “O CNJ tem sido fundamental para a uniformização e modernização dos trabalhos das corregedorias em todo o país, promovendo maior integração, eficiência e transparência no acompanhamento da prestação jurisdicional.” Já o corregedor do Foro Extrajudicial, desembargador Anderson Máximo de Holanda, destacou o papel do Conselho no aprimoramento dos serviços extrajudiciais: “A atuação do CNJ tem impulsionado melhorias significativas nas serventias, com foco na qualidade dos serviços prestados à população e no respeito aos princípios constitucionais.”

A Cerimônia
Durante a solenidade, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, destacou o papel consolidado do Conselho ao longo de suas duas décadas de atuação. “Primeiro, o Conselho Nacional de Justiça é hoje um imenso repositório de dados, trabalhamos com números estatísticos e sabemos exatamente onde estão os problemas; segundo, o CNJ traça as grandes políticas públicas do Poder Judiciário; e a eleição de metas discutidas com todos os presidentes e que passam a ser os objetivos do Judiciário a cada ano”, afirmou.
Barroso também agradeceu à magistratura e aos servidores que contribuíram com a trajetória do CNJ: “Esse é um momento muito feliz para mim e para todos nós do Conselho Nacional de Justiça e, talvez, de toda a família do Poder Judiciário. Gostaria de agradecer a todos os juízes e servidores que tiveram um papel decisivo nesses 20 anos.”
O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, também discursou e ressaltou a importância institucional do CNJ. “São 20 anos de um projeto, que quando nasceu foi visto com expectativa e muita cautela, e que, com o tempo, provou ser não apenas necessário, mas essencial ao amadurecimento democrático do Poder Judiciário nacional.”
Já o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, fez referência à qualidade da magistratura brasileira: “Se nós não contássemos com juízas e juízes no Brasil todo, federais e estaduais, da qualidade que nós pudemos apresentar aos brasileiros e ao mundo, certamente este Conselho não entregaria a qualidade das suas iniciativas”, afirmou.
Na ocasião, também foram homenageadas autoridades que contribuíram com a história do CNJ, como o ministro aposentado do STF Nelson Jobim, primeiro presidente do órgão, e o ministro Flávio Dino, atual integrante do STF e primeiro secretário-geral do Conselho. Também receberam homenagens o ministro Herman Benjamin, o ministro Aloysio Corrêa da Veiga (presidente do Tribunal Superior do Trabalho) e a cantora Daniela Mercury, integrante do Observatório de Direitos Humanos do Poder Judiciário.

20 anos do CNJ
Instalado em 14 de junho de 2005, o Conselho Nacional de Justiça é responsável pelo controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário, além de zelar pelo cumprimento dos deveres funcionais da magistratura. Atualmente, o órgão coordena 39 políticas judiciárias nacionais em vigor, promovendo ações voltadas à transparência, inovação, inclusão e eficiência na prestação dos serviços judiciais em todo o país.