
O artista plástico goiano Noé Luiz da Mota lançou, nesta segunda-feira (30), a exposição de pinturas e esculturas “Retrospectiva: Eu e Eu Mesmo, no Cio do Vento”. O evento, promovido pela Comissão Permanente de Memória e Cultura, foi realizado na Pinacoteca desembargador Clenon de Barros Loyola, na sede do Palácio da Justiça, e reuniu magistratura, corpo funcional e artistas locais. A exposição fica aberta ao público até dia 30 de julho.

Ao abrir a exposição, o presidente da Comissão Permanente de Memória e Cultura, desembargador Itaney Campos (foto acima), destacou que a iniciativa dá visilidade à obra do artista e proporciona aos magistrados, servidores e jurisdicionados a oportunidade de contemplar a arte produzida em Goiás.“Acreditamos que a arte se opõe a barbárie, toca no coração das pessoas e nos convida a reflexão sobre a nossa condição humana. É uma alegria para o Poder Judiciário receber a exposição de Noé Luiz, que é de origem simples, da área rural de Itaberaí, que começou a trabalhar com sua arte em 1968 e nos encanta com suas obras. Esperamos que, no decorrer do mês, as pessoas venham contemplar a produção desse artista que já foi premiado a nível nacional e internacionalmente”.

Também presente no lançamento, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Marcus da Costa Ferreira (foto acima), reforçou os elogios ao artista. “É uma honra para o Poder Judiciário receber obras de tamanha beleza de Noé Luiz. Certamente cada uma dessas obras tem uma história, tem a capacidade de gerar em nós sentimentos diversos e nos faz levar a conclusões ainda mais diversas. E essa é a grande vantagem de termos acesso à arte”, pontuou o Magistrado.
Cerrado como foco

“A arte já nasceu comigo, sou um surrealista e procuro levar em minhas artes um pouco do nosso cerrado, os elementos da natureza. Quando estou trabalhando parece que sou guiado por anjos ocultos. E na profundeza da minha inspiração, o som do vento se transforma em música divinal, celestial”, diz Noé Luiz, ao ressaltar que sua maior proposta é montar um memorial de arte em Goiás. O artista plástico é cineclubista, audiovisualista e fundador da Catedral das Artes. Participou de várias exposições coletivas nacionais e internacionais e exposições individuais em várias partes do Brasil. O artista recebeu várias premiações, entre elas, Baluarte do desenvolvimento Nacional pela Academia Brasileira de Letra em São Paulo, em 1988. Nos últimos 15 anos atuou no audiovisual realizando vários documentários institucionais e atuou em vários filmes goianos.
Presenças
Também participaram do lançamento, desembargador Roberto Horácio, membro da Comissão Permanente de Memória e Cultura, o ex-governador de Goiás, Irapuã Costa Junior; Sônia Marise Teixeira, representando a Academia Feminina de Letras e Artes; do escritor e assessor cultural do Tribunal, Gabriel Nascente, que conduziu a cerimônia, magistradas, magistrados, servidores e servidoras. (Texto: Karinthia Wanderley - Fotos: Agno Santos - Centro de Comunicação Social)