
A juíza Priscila Lopes da Silveira, presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão (Copai) do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), conduziu, na manhã desta segunda-feira (30), reunião ordinária com os membros da Comissão. O encontro, realizado por videoconferência, teve como pautas principais a definição do calendário do ciclo de palestras Todos por Todos, estratégias de divulgação das ações e a avaliação do programa Com Viver.
As iniciativas estão alinhadas à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário e em seus serviços auxiliares.
Na abertura da reunião, a magistrada agradeceu a participação dos integrantes da Copai e destacou a importância do aperfeiçoamento do fluxograma do Com Viver — programa que promove a inclusão social e profissional de pessoas com deficiência por meio de oportunidades de estágio. “Precisamos ampliar as vias inclusivas e viabilizar novas medidas que facilitem o ingresso dessas pessoas no mercado de trabalho. A legislação é robusta, mas ainda carecemos de melhorias práticas”, afirmou Priscila.
Salas de descompressão

A presidente da Copai também ressaltou a importância da criação de salas de descompressão permanentes, previstas para 2026. “Estive reunida com a juíza auxiliar da Presidência, Lidia de Assis e Sousa. Esses espaços serão dedicados ao cuidado com a saúde mental e o bem-estar de servidores, magistrados e colaboradores. A iniciativa reforça o compromisso do Judiciário goiano com um ambiente de trabalho mais saudável e humanizado”, disse. Durante a reunião, os integrantes da Comissão compartilharam experiências e dificuldades enfrentadas na atuação como intérpretes de Libras, além de discutirem a produção de uma cartilha institucional e estratégias para ampliar a visibilidade das ações voltadas à inclusão da comunidade surda.
Conscientização
A juíza Priscila Lopes sugeriu que dois intérpretes servidores do TJGO ministrem palestras sobre a importância da Língua Brasileira de Sinais, como forma de ampliar a conscientização e difusão do curso de Libras. Ela também propôs a formalização de um convênio com a Polícia Civil, com o objetivo de aprimorar a comunicação com pessoas surdas em situações de atendimento.
Ao final do encontro, a presidente da Copai deliberou que o cronograma do projeto Todos por Todos será definido conforme a disponibilidade da Presidência do TJGO. As palestras acontecerão no mesmo dia, e os eventos presenciais serão realizados no Fórum Cível. Também foi debatida a elaboração de uma cartilha sobre o atendimento a pessoas com deficiência, incluindo orientações específicas para situações de plantão. (Texto e fotos: Acaray Martins – Centro de Comunicação Social do TJGO)