
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) alcançou o 1º lugar entre os tribunais de médio porte e a 6ª colocação entre todos os tribunais estaduais no ranking nacional organizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os dados são do 9º Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário, divulgado na última segunda-feira (30), na sede do CNJ, durante a 3ª edição do Judiciário Sustentável — evento que reuniu representantes de todo o país para renovar o compromisso do Poder Judiciário com práticas alinhadas à Agenda 2030 da ONU. Pelo TJGO, participaram do evento a juíza auxiliar da Presidência, Lidia de Assis e Souza, responsável pela coordenação das ações de sustentabilidade no Tribunal, e a secretária do Núcleo de Responsabilidade Socioambiental (NURSA), Raquel Antonini.
O presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, afirmou que os resultados alcançados demonstram o comprometimento do tribunal com a pauta ambiental: “A sustentabilidade não é um projeto paralelo, mas uma diretriz que atravessa toda a nossa gestão. Estamos alinhados aos objetivos nacionais e globais, promovendo mudanças consistentes na forma como o Judiciário se relaciona com o meio ambiente e com a sociedade”.
3ª edição do Judiciário Sustentável
Durante a solenidade de abertura, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que a sustentabilidade deve ser compreendida como um valor institucional permanente e transversal às atividades jurisdicionais e administrativas. Os dados do balanço anual foram apresentados pelo presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade, conselheiro Guilherme Feliciano.
De acordo com o 9º Balanço da Sustentabilidade, o TJGO reduziu em 11,6% suas emissões de gases de efeito estufa em relação ao ano anterior, atingindo o índice de 0,25 tonelada de CO₂ por servidor e Magistrado, abaixo da média nacional de 0,32. O relatório também aponta avanços no uso racional de energia e água, além de melhorias nos sistemas de gestão de resíduos e mobilidade.
A juíza auxiliar da Presidência, Lidia de Assis e Souza, destacou que a sustentabilidade é uma meta importante da gestão liderada pelo presidente Leandro Crispim. A magistrada explicou que “os dados confirmam que o planejamento estratégico ambiental do TJGO está amadurecendo e se consolidando. A redução nas emissões e o desempenho entre os melhores tribunais do país refletem o compromisso institucional com práticas de gestão responsáveis e duradouras”.
Para a secretária do NURSA, Raquel Antonini, os resultados demonstram que “a sustentabilidade não se faz apenas com metas, mas com mudança de cultura. Cada servidor envolvido contribuiu para o resultado coletivo que agora é reconhecido nacionalmente”.
Carbono Zero
O tribunal também participa do Programa Justiça Carbono Zero, conduzido pelo CNJ, e mantém atualizado seu Plano de Logística Sustentável (PLS), com metas e indicadores voltados à mitigação dos impactos ambientais. As ações do TJGO estão alinhadas ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima, e reforçam a atuação institucional em favor de uma Justiça mais eficiente, transparente e ambientalmente responsável.