
Como parte da programação da 30ª edição da Semana da Justiça Pela Paz em Casa foram abertos, nesta segunda-feira (18), os mutirões de audiências da 30ª Semana da Justiça Pela Paz em Casa, que seguem até a próxima sexta-feira (22). Participarão dos esforços concentrados 36 comarcas com a atuação de 61 magistradas e magistrados. A expectativa é realizar cerca de duas mil audiências nesta edição.

Presente na abertura, a coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, desembargadora Alice Teles de Oliveira, ressaltou que a iniciativa contribui para a conscientização da sociedade sobre o enfrentamento à violência doméstica, além de fortalecer a rede de proteção às vítimas. “A participação de todas as entidades nesse combate é fundamental. É uma forma de apresentar à sociedade os dados, os números, e promover a conscientização. Ao longo da semana, realizaremos não apenas audiências, mas também rodas de conversa, visitas a escolas e universidades. O enfrentamento à violência doméstica passa por três pilares: prevenção, conscientização e punição”, enfatizou.
A diretora do Foro da Comarca de Goiânia, juíza Patrícia Bretas, afirmou que, ao longo da semana, os trabalhos ocorrerão em ritmo de mutirão. “As quatro juízas responsáveis pelos casos de violência doméstica, junto com suas equipes, estão mobilizadas para acelerar os processos. Esses casos são prioritários para o Poder Judiciário, e nossa missão é garantir a celeridade necessária para oferecer respostas rápidas e eficazes tanto à justiça quanto à sociedade”.

A juíza Simone Pedra Reis, titular do 4° Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Goiânia e vice-coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, destacou que o TJGO alcançou a 3ª posição em número de audiências realizadas na edição de março de 2025. “Nesta edição, nossa meta é conquistar o primeiro lugar no ranking nacional de audiências de instrução durante a Semana da Justiça Pela Paz em Casa”, pontuou, ao acrescentar que ao longo da semana estão sendo realizadas palestras, rodas de conversa, além de ações educativas. “O papel da conscientização é fundamental, mas também é preciso agir na repressão. Quando a educação não é suficiente, a punição tem um caráter pedagógico, mostrando que haverá consequências para quem agredir mulheres”, alertou a magistrada.
Também presente no início dos mutirões de audiência, a juíza Simone Monteiro, em substituição no 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher de Goiânia reforçou que o “Judiciário está comprometido em acelerar os processos e garantir respostas rápidas e eficazes com o propósito de diminuir a violência contra a mulher”. (Texto: Karinthia Wandeley/ fotos: Agno Santos- Centro de Comunicação Social do TJGO)