
“Sediar o 8º Encontro do Fonajuc traduz a relevância da nossa missão institucional e reafirma a abertura desta Casa ao diálogo qualificado na jurisdição criminal”, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), desembargador Leandro Crispim, durante a abertura do evento, realizada na noite desta quinta-feira (21), na Escola Judicial de Goiás (Ejug).
O encontro reúne autoridades e operadores do Direito de todo o País para discutir o tema “Crime Organizado na Era Digital: a evolução das organizações criminosas no ciberespaço”. Participaram da solenidade, entre outras autoridades, o corregedor-geral de Justiça, desembargador Marcus da Costa Ferreira, e a desembargadora Camila Nina Erbetta Nascimento, representando o diretor da Ejug, desembargador Jeronymo Pedro Villas Boas.
A mesa diretiva contou ainda com a presidente do Fonajuc, juíza Érika Silveira de Moraes Brandão (TJSP); a secretária do fórum e juíza Vaneska da Silva Baruki (TJGO); os ministros do Superior Tribunal Militar (STM), general de Exército Guido Amim Naves, almirante de esquadra Leonardo Puntel, general Lourival Carvalho Silva e Péricles Aurélio Lima de Queiroz, também vice-diretor da Escola Nacional da Justiça Militar (Enajum), a juíza corregedora auxiliar do STM, Safira Maria de Figueiredo, vice-presidente do Fonajuc; e o sub-procurador do Estado, Alexandre Gross. representando o governador Ronaldo Caiado.

Também compuseram a mesa a presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) e vice-presidente da AMB, juíza Patrícia Carrijo; o promotor de Justiça Juan Borges de Abreu, representando o Ministério Público; o defensor Rafael Brasil, representando o defensor público-geral do Estado, Tiago Gregório Fernandes; o presidente da Comissão de Direito Criminal da OAB-GO, Carlos Márcio Rissi Macedo, representando o presidente Rafael Lara; e a desembargadora Ivana David (TJSP), vice-diretora de Defesa da Segurança e Prerrogativas do Fonajuc.
Desafios contemporâneos

Para o presidente do TJGO (foto acima), “é uma satisfação receber em Goiânia a 8ª edição do Fonajuc, que representa o esforço autônomo e vocacionado de juízas e juízes na uniformização de procedimentos e difusão de boas práticas”. Ele destacou ainda que a criminalidade organizada deixou de ter o espaço físico como única fronteira e se reinventa no ambiente digital. “O Fórum é parte dessa construção de debates que ampliam nossa capacidade de enfrentar as complexidades do crime contemporâneo sem abrir mão das garantias constitucionais”, afirmou, mencionando ainda a construção do novo fórum criminal da capital.
Responsável pela organização do encontro, a juíza Vaneska Baruki (foto acima) deu as boas-vindas aos participantes: “Este evento é palco de relevância para o aprimoramento da Justiça criminal. A busca por um sistema que respeite os direitos do Réu, da vítima e da sociedade orienta o nosso trabalho diário. Recentemente, o Judiciário goiano foi reconhecido com o selo diamante do CNJ, reflexo da dedicação de todos”.

Representando os magistrados presentes, a juíza Patrícia Carrijo (foto acima) destacou a importância da união. “Este evento é fruto da construção coletiva. O Fonajuc é um movimento fundamental para o fortalecimento da Justiça criminal, e Goiás se orgulha de sediá-lo”, disse.

Presidente do Fonajuc, a juíza Érika Silveira de Moraes (foto acima) encerrou a abertura ressaltando o momento desafiador. “Vivemos avanços tecnológicos e crescimento da criminalidade. A sociedade cobra uma atuação firme e equilibrada da Justiça criminal. É nesses encontros que conseguimos desenvolver práticas para aprimorar nosso trabalho”, afirmou, destacando que esta é a terceira edição sob sua liderança.
Palestras
A programação foi aberta com a palestra “Insurgência Criminal e Controle Territorial”, do coronel do Exército Alessandro Visacro (foto acima), que traçou um panorama nacional e internacional sobre a atuação de grupos criminosos em busca de "zonas livres do Estado". Segundo ele, o fenômeno exige respostas multidimensionais e tem raízes na luta histórica entre classes na América Latina. "Na política latino-americana, esse fenômeno do banditismo veio da luta perene entre ricos e pobres, com o componente do esvaziamento do apelo político-ideológico”, disse. (Texto: Karinéia Cruz - Fotos: Wagner Soares - Centro de Comunicação Social do TJGO)