
As crianças do Ensino Fundamental da Escola Municipal Morro Encantado, em Cavalcante, tiveram um dia especial nesta quarta-feira (10). Entre músicas, danças e muitas risadas, resgataram brincadeiras tradicionais que hoje já estão esquecidas. A atividade, que faz parte da programação do Mês da Presidência em Cavalcante, desenvolvida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), estimula a criatividade dos estudantes do município e fortalece os laços culturais da comunidade. A ação também foi realizada na terça-feira (9) na Escola Municipal Alci Alves Moreira (Tia Cici).

Para o Juiz auxiliar da Presidência do TJGO, Gustavo Assis Garcia, a proposta vai além da diversão. “Vamos incentivar o retorno das brincadeiras tradicionais e estimular as crianças a deixar um pouquinho de lado o celular, o computador, os joguinhos, reforçando que elas ficam mais inteligentes e criativas quando brincam de verdade”.
A secretária municipal de Educação de Cavalcante, Adriana Gonçalves, elogiou a iniciativa do TJGO: “É importante que as nossas crianças voltem a se divertir sem telas. Essas vivências simples contribuem muito para o desenvolvimento delas”, afirmou.
Impactos negativos das telas
Durante as brincadeiras, houve espaço para reflexões importantes. A assistente social Maria Nilva Fernandes, da Diretoria de Gestão de Pessoas do TJGO, junto com a psicóloga Wenia Lustosa e a assistente social Heliane Maria da Silva Cunha, do Projeto Raízes Kalungas, chamaram atenção para os riscos do uso excessivo de telas na infância.
“Cada vez mais cedo as crianças estão entrando no mundo virtual e isso tem trazido sérios impactos, como casos de depressão, ansiedade e até tentativas de suicídio relacionados às redes sociais”, alertou Maria Nilva. Ela também reforçou que o brincar é essencial: “As brincadeiras reais despertam criatividade, fortalecem vínculos, estimulam a cognição e oferecem algo que nenhuma tela pode dar, que é a alegria das relações de verdade”, pontuou.

A psicóloga Wenia Lustosa lembrou os efeitos da pandemia, "responsáveis pelo afastamento dos pequenos das brincadeiras tradicionais. Muitas crianças foram privadas de brincar, tinham que assistir aulas pelos celulares e até perderam essa referência. É nosso papel mostrar que brincar é parte fundamental do desenvolvimento e que um adulto saudável depende muito da infância que viveu”.
A assistente social Helena Maria destacou a importância de resgatar o espírito lúdico de antigamente. “Antes, era comum ver crianças brincando de pique-esconde, amarelinha, pulando corda nas ruas. Hoje, isso praticamente desapareceu. Resgatar essas atividades é essencial para tirá-las das telas e devolver o prazer de se divertir de forma simples e saudável”.

As próprias crianças confirmaram a importância do momento. Safira Alves Cardoso, de oito anos, se divertiu com as brincadeiras. “Brincar de verdade é mais importante que ficar no celular”, falou.
O estudante da Escola Municipal Tia Cici, Kaíque Henrique Santos, de 10 anos, também pensa como Safira: “É muito importante brincar agora, porque quando crescer não vai ter mais como. Nós, que somos crianças, não podemos ficar o tempo todo no celular”, alertou.
A colega Isis Alves Dias, de 9 anos, se divertiu com os balões. “É importante essas brincadeiras porque toda criança tem que brincar para fica mais esperta!”, disse entusiasmada.
Presenças
Também participaram das atividades, Susana Araújo, servidora da Secretaria de Governança Judiciária e Tecnológica do TJGO, as assistentes do Juiz auxiliar da Presidência, Gustavo Assis Garcia, Paula Saad e Jurema Marques Palmeira Modesto, servidoras e servidores do TJGO. (Texto: Karinthia Wanderley/ fotos: Agno Santos- Centro de Comunicação Social do TJGO)