
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), desembargador Leandro Crispim, entregou nesta terça-feira (23) à juíza da comarca de Cavalcante, Isabela Rebouças, os prêmios conquistados pelo projeto Raízes Kalungas na 2ª edição do Prêmio Inovação do Poder Judiciário, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O projeto alcançou o primeiro lugar na categoria Impacto Social e o segundo lugar na categoria Serviços Judiciários Inovadores para os Usuários – Inovações com Resultados Comprovados.
Para o presidente, as conquistas refletem o trabalho coletivo que vem sendo desenvolvido desde gestões anteriores e o comprometimento dos servidores do Fórum de Cavalcante, que abraçaram a iniciativa. “Esse prêmio, em grande parte, é debitado aos servidores, a vocês aqui da Comarca. Vocês são os maiores vencedores”, afirmou. A cerimônia de entrega ocorreu no início de setembro, durante o 5º Encontro Nacional de Laboratórios de Inovação do Judiciário, realizado no Pará. “Esse resultado mostra que o TJGO está comprometido com a inovação e com a busca de soluções que aproximam o Judiciário da sociedade, que é o que temos feito aqui”, acrescentou Crispim.

Ao receber os prêmios, a juíza Isabela Rebouças citou uma frase do cantor Raul Seixas: “Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”. Para a magistrada, o reconhecimento do CNJ representa um estímulo para continuar sonhando. “A gente sonha porque quer fazer diferença na vida das pessoas”, disse ela, que também recebeu do presidente Leandro Crispim a Medalha de Honra ao Mérito do Poder Judiciário pelos serviços prestados.

O corregedor-geral, desembargador Marcus da Costa Ferreira, elogiou a gestão de Leandro Crispim e destacou que o prêmio demonstra não apenas o esforço para manter o TJGO entre os tribunais mais produtivos do país — lembrando os três selos diamante conquistados pela Corte —, mas também o empenho em torná-lo um dos mais humanos. Ele citou Madre Teresa de Calcutá, que, ao dar banho em idosos incapazes de se cuidar, ouviu de uma jornalista inglesa que não faria aquilo nem por um milhão de dólares. “Ela respondeu que também não faria. Afinal, não é o dinheiro que nos motiva a fazer isso. Aqui, no Raízes Kalungas, o que nos move também é o amor”, observou.
De acordo com o coordenador do projeto, Juiz auxiliar Reinaldo Dutra, “essa certificação recebida do CNJ, como agente externo, mostra que o projeto, por si só — e graças a todos nós —, alcançou um reconhecimento independente. Significa que o que fazemos causa, de fato, impacto social na vida das pessoas. Vocês merecem esse reconhecimento”, afirmou.

O prefeito de Cavalcante, Vilmar Alves, agradeceu o trabalho desenvolvido no município, cuja população é formada em 80% por quilombolas kalungas. “O que nós estamos vivenciando aqui é uma realidade totalmente diferente. Sabemos que todos estão incluídos, especialmente aqueles que vivem nas comunidades, com os PIDs, que são um sucesso. Agradeço a todos vocês, que fazem um trabalho de excelência com o Raízes Kalungas”, ressaltou ele, também agraciado com a Medalha de Honra ao Mérito.

Presenças

A solenidade, realizada no auditório do Fórum de Cavalcante, contou com a presença do corregedor-geral da Justiça, desembargador Marcus da Costa Ferreira; dos juízes auxiliares da Presidência, Reinaldo de Oliveira Dutra, coordenador do projeto Raízes Kalungas, e Lídia Assis; da diretora do Foro de Goiânia, juíza Patrícia Bretas; do prefeito de Cavalcante, Vilmar Kalunga; dos secretários-gerais da Presidência e da Corregedoria, Dahyenne Martins Alves e Rafael Curado; do diretor-geral do TJGO, Rodrigo Leandro; além das servidoras Luciene Camargo, esposa do presidente Crispim, e Neila Machado, esposa do corregedor.