
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, alcançou o primeiro lugar nacional na 30ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, realizada entre os dias 18 e 22 de agosto de 2025. No período, foram promovidas 1.763 audiências, consolidando a liderança do Judiciário goiano em todo o país. O TJGO também se destacou ao realizar 1.746 audiências de instrução, outro recorde nacional da edição.
A Comarca de Águas Lindas, por meio do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, ficou em primeiro lugar no ranking estadual, com 164 audiências realizadas. Em seguida, vieram o 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Goiânia, com 142 audiências realizadas, e o Juizado da comarca de Rio Verde, com 112 audiências realizadas, ocupando, respectivamente, a segunda e a terceira posição.
Reconhecimento coletivo
O presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, enalteceu a conquista no ranking nacional. “A liderança nacional alcançada pelo Tribunal de Justiça de Goiás na 30ª Semana da Justiça pela Paz em Casa é motivo de grande orgulho para todos nós. Esse resultado demonstra a força do trabalho conjunto de magistrados, servidores, Ministério Público, Defensoria Pública, advocacia e demais parceiros que, unidos, têm garantido respostas céleres e eficazes às mulheres em situação de violência. Mais do que números, essa conquista representa vidas protegidas e o fortalecimento do acesso à Justiça. O TJGO seguirá comprometido em ampliar e consolidar políticas que enfrentem a violência de gênero e promovam uma sociedade mais justa e segura”, destacou.

A coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, desembargadora Alice Teles, parabenizou toda a equipe pelo empenho durante a realização da Semana. “O resultado alcançado na 30ª Semana da Justiça pela Paz em Casa é motivo de grande orgulho para o Tribunal de Justiça de Goiás. Estar em primeiro lugar nacional, com 1.763 audiências realizadas em apenas cinco dias, é um marco que reflete o comprometimento de todos os envolvidos. Mais do que uma conquista institucional, esse resultado representa esperança e proteção para as mulheres, que veem seus processos avançarem e seus direitos sendo efetivamente garantidos. Este é um trabalho coletivo que mostra a força do TJGO no enfrentamento à violência contra a mulher”, afirmou.

Para a vice-coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, juíza Simone Pedra Reis, o resultado reflete o esforço conjunto de diferentes frentes. “Esse resultado só foi possível graças ao empenho conjunto, em especial à gestão da desembargadora Alice e do presidente Leandro Crispim, que proporcionaram as condições necessárias para a execução dos trabalhos. Também é fundamental reconhecer a atuação imprescindível do Ministério Público, da Defensoria Pública, da OAB, dos(as) magistrados(as), servidores(as) e oficiais(as) de justiça, cuja dedicação e parceria foram essenciais para o sucesso da iniciativa. Mais do que números, o grande ganho é das mulheres que têm seus processos impulsionados e o acesso à Justiça fortalecido. Somos um grupo unido, e esse resultado é de todos nós — a Coordenadoria da Mulher segue alavancando o TJGO e dando respostas firmes diante da escalada da violência contra a mulher”, destacou.

Justiça pela Paz em Casa
O Programa Justiça pela Paz em Casa é promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais estaduais. A iniciativa tem como objetivo ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006), acelerando o andamento de processos relacionados à violência de gênero.
Criado em 2015, o programa ocorre três vezes por ano: em março, em referência ao Dia Internacional da Mulher; em agosto, no aniversário de sanção da Lei Maria da Penha; e em novembro, quando se celebra o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, instituído pela ONU. Além dos mutirões de audiências, também são promovidas ações interdisciplinares de conscientização e de visibilidade ao tema, reforçando o enfrentamento à violência contra a mulher em todo o país.
(Texto: Sarah Mohn / Centro de Comunicação Social do TJGO)