
Com o tema “Cuidar da saúde não afeta a masculinidade”, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) realizou, nesta quinta-feira (13), no Auditório desembargador José Lenar de Melo Bandeira, em Goiânia, um bate-papo de orientação e conscientização que integra a programação do 'Novembro Azul' no Poder Judiciário goiano.
Voltada à saúde do homem, a ação contou com palestra do médico psiquiatra e Perito do Centro de Saúde do TJGO, Rafael Mendanha, e também com uma conversa descontraída em torno de mitos e verdade com os urologistas Leandro Bezerra e Rúiter Ferreira. Organizado pela Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP), o evento teve a parceria do Hemocentro de Goiás (Hemogo), que montou uma estrutura para doação de sangue e cadastro de medula óssea no acesso principal do TJGO, na Avenida Assis Chateaubriand.

Ao abrir a programação, a juíza auxiliar da Presidência, Jussara Cristina Oliveira Louza, responsável pela matéria Saúde do TJGO, pontuou os cuidados com a saúde física e mental de magistradas, magistrados, servidoras, servidores, terceirizados e colaboradores. “A importância é chamar a atenção de todos que compõem o Judiciário goiano, em especial, os homens, com os cuidados da saúde física e mental. Então, estamos com uma programação institucional voltada para conscientizá-los quanto ao autocuidado da saúde masculina”, explicou.

Representando a DGP, a diretora da Divisão de Acolhimento e Ambientação Funcional (DAAF), Patrícia Guimarães, ressaltou que o bate-papo teve o intuito de quebrar tabus. “Estamos todos os dias em contato com magistrados, servidores e colaboradores e percebemos, por vivência, que as mulheres são as que mais se preocupam com a saúde. Como os servidores homens procuram menos a assistência médica, pensamos em trazer essa agenda de forma mais leve para falar de um assunto sério”, disse. A juíza auxiliar da Presidência do TJGO, Lidia de Assis e Souza, também esteve presente ao evento.
Na Resenha: foco é saúde
Na palestra, o médico psiquiatra, Rafael Mendanha, trouxe o tema “Mente Forte, Vida Leve”. “Todo mundo tem história e uma família. É preciso se cuidar. Muitos tabus e questões sociais fazem com que o homem crie essa barreira de não ter esse autocuidado. O comportamento do homem de demonstrar fortaleza para esconder fraqueza não cabe mais. É importante destacar que os dados apontam que as mulheres, segundo informações do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], tem vivido sete anos a mais que os homens”, relatou.

“A cada 38 minutos, um homem é diagnosticado com câncer de próstata. A estratégia para virar o jogo é a prevenção. 99% dos casos em estágio inicial têm probabilidades maiores de cura. Com o diagnóstico precoce, há nove vezes de taxa de sobrevida. Vale a gente alertar os homens com mais de 50 anos ou os que já têm histórico de família para estarem atentos. A dor do toque é mais no ego do que propriamente o exame”, disse o urologista Rúiter Ferreira.
No debate interativo, o urologista Leandro Bezerra falou dos avanços na Medicina quanto aos exames para a detecção do câncer. “Evoluímos muito, felizmente, na questão de exames. O diagnóstico tem um impacto em relação à mortalidade e sobrevida desses homens. Hoje temos ferramentas que nos trazem uma avaliação próspera”, complementou, ao tirar dúvidas da plateia na proposta de mitos e verdade.

Doação de sangue
Dentro das atividades, no horário das 10h às 16 horas, também foi disposto um canal para doação de sangue, com a instalação da unidade móvel do Hemogo na entrada principal do TJGO. Com o estímulo às doações, a DGP contabilizou, parcialmente, a contribuição de 89 doadores, 70 bolsas de sangue coletadas e oito cadastros para ampliar o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea.

“Doar sangue é um ato de importância social. Além de ser um gesto de altruísmo e solidariedade, a doação tem o poder de salvar vidas e fortalecer a rede de cuidado com o próximo. Quando doamos, contribuímos diretamente para a saúde de outras pessoas e, ao mesmo tempo, para a nossa também”, disse o servidor Marcos Antônio de Almeida Júnior, ao participar da doação e realizar o cadastro para medula óssea.

A servidora Letícia Araujo, que também participou da iniciativa, destacou a simplicidade e o impacto do gesto: “Doar sangue é um gesto simples e essencial para salvar vidas. A verdade é que sempre há alguém precisando e o banco de sangue depende dessa solidariedade contínua. A doação faz bem não só a quem recebe, mas também à sociedade como um todo”, disse.

Confira mais imagens das ações do Novembro Azul no TJGO
(Texto: Sarah Mohn e Karineia Cruz / Fotos: Edmundo Marques e Wagner Soares – Centro de Comunicação Social do TJGO)