
O coordenador do Projeto Raízes Kalungas, Juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), Reinaldo de Oliveira Dutra, recebeu na tarde desta sexta-feira (14), na sala de reuniões da Presidência, representantes da Coordenação Estadual de Articulação das Comunidades Quilombolas de Goiás (Coeaq-GO) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra-Goiás). O objetivo foi estreitar relações institucionais com lideranças quilombolas para ampliar as ações de expansão do Judiciário goiano nas demais localidades do Estado. Esteve presente também na reunião o coordenador-adjunto da coordenadoria da Igualdade Racial (CIR), juiz Hugo de Souza Silva.
O Juiz Reinado Dutra pontuou o êxito do projeto Raízes Kalungas e se colocou à disposição para construir, em conjunto, ações em outras comunidades quilombolas. “Estamos aqui para ouvir representantes de diversas comunidades quilombolas em nosso Estado para, com o aval do presidente Leandro Crispim, construir um conjunto de ações e estratégias para que se possa ampliar ações nas demais comunidades quilombolas. Sabemos das lutas e ausência do Estado nessas localidades e, seguindo também as orientações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estamos nos colocando à disposição para avançar e trazer o aparato de garantia de direitos para outras comunidades quilombolas do nosso Estado”, explicou.
O representante da CIR, Juiz Hugo de Souza, iniciou as considerações falando da importância da Coordenadoria da Igualdade Racial e também das ações para atender as demandas das comunidades quilombolas do nosso Estado. “Foi um ganho de escala muito grande para o Tribunal de Justiça formatar a Coordenadoria de Igualdade Racial para ajudar a tratar as questões raciais de forma mais adequada. Dentro da nossa estrutura, vamos nos somar para avançar com frentes que possam dar suporte a essa iniciativa junto às comunidades quilombolas e avançar diante desse primeiro diálogo”, falou.
A chefe da Divisão de Territórios Quilombola do Incra -GO, Ludmila Carvalho, recebeu a iniciativa como um grande avanço na luta por direitos das pessoas negras e quilombolas. “Esse diálogo era urgente. Quando encontramos o juízes Reinaldo Oliveira e Hugo de Souza, entendemos ser necessário abrir um canal para ampliarmos também para outras localidades as diversas ações que o Judiciário vem fazendo. Entendo que esse papel importante que o Tribunal de Justiça tem em fazer com que esse direito saia no papel e com a efetividade.”

Já a presidente da Coeaq-GO, Luzia Cristina, que despontou o cenário em Goiás quanto às comunidades quilombolas e seus desafios, destacou que essa reunião é o primeiro passo. “É um momento histórico. Precisamos sempre matar vários leões para conseguirmos nossos direitos. É um desafio diário. Essa reunião é um avanço para nós. Saber que estamos nos somando para avançar. Isso nos dá um fôlego”, complementou. Estiveram presentes também o vice-presidente e a secretária da Coeaq-GO, Luís Antônio e Wilsara A de Souza, respectivamente; e a antropóloga do Incra–GO, Luiza Roure. (Texto: Karinéia Cruz - Fotos: Agno Santos - Centro de Comunicação Social do TJGO)