
Com a finalidade de capacitar magistrados e assistentes a compreender os conceitos fundamentais da Inteligência Artificial, suas aplicações práticas e impactos na utilização no Poder Judiciário, a Escola Judicial (Ejug) realiza o curso “Inteligência Artificial Aplicada ao Poder Judiciário”. A capacitação, destinada a magistrados e assistentes da Comarca de Goiânia, ocorre de 24 de março a 4 de abril, às segundas-feiras e sextas-feiras, na Diretoria do Fórum Cível.
O juiz substituto em segundo grau, Élcio Vicente da Silva, ministra as aulas com os temas: compreensão dos fundamentos da IA; conhecimento das determinações da Resolução CNJ Nº 332/25, que regulamenta o uso da IA no Poder Judiciário; utilização da IA para tarefas repetitivas. Diretora do Foro da Comarca de Goiânia, a juíza Patrícia Dias Bretas avalia que “o curso é muito importante, pois, com a utilização da inteligência artificial, precisamos conhecer as diretrizes do CNJ e preparar magistrados e servidores para esse futuro que já chegou. Por isso, essa atualização e esse conhecimento são essenciais, tanto sobre a tecnologia quanto sobre o regramento do CNJ”.
A magistrada observa que, a Comarca de Goiânia, por ser a maior do estado e concentrar o maior número de processos, “não poderia ignorar essa nova tecnologia, que já vem sendo utilizada, inclusive, por escritórios de advocacia". “Portanto, a qualificação dos magistrados e de seus assessores é fundamental”, pontua.
Assistente Jurídica do Gabinete da 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual da Comarca de Goiânia, Thaís Gomes Moreira observa que o curso “destaca-se pela forma como equilibra fundamentos teóricos das IAs generativas com demonstrações de uso específicas para as necessidades do Judiciário”. Assessora-geral da Diretoria do Foro da Comarca de Goiânia, Marina Sales Penteado diz que “o curso de IA aplicada ao Poder Judiciário tem sido uma experiência enriquecedora. Um dos pontos mais relevantes foi a forma como o curso desmistificou o uso da IA, esclarecendo seu funcionamento e demonstrando que essa tecnologia não substitui a atuação humana, pois é feita sob supervisão, garantindo segurança, transparência e respeito aos princípios jurídicos”.
Para o juiz Lázaro Alves Martins Júnior, do 3º Juizado Especial Cível, “a capacitação superou as minhas expectativas ao apresentar, com a maestria de seu expositor, os instrumentos disponíveis para a otimização de nossas atividades jurisdicionais dentro de limites que não esvaem a essencial atuação pessoal do julgador".
Titular do 1º Juizado Especial Cível, a juíza Fabíola Fernandes Feitosa de Medeiros afirma que foi surpreendida positivamente, em especial pela capacidade das ferramentas de IA apresentadas em compilar dados e fatos, “pois sempre se corre o risco, na análise humana, de deixar passar algum detalhe”.
Juiz titular da 3ª Vara Cível, Cláudio Castro diz que “o curso excedeu minhas expectativas, pois esperava uma abordagem ‘técnica’, com a qual teria dificuldade de assimilação do conteúdo, porém foi utilizada linguagem simples e exemplos práticos que permitiram uma compreensão abrangente da matéria”.