
Diretor da Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (Ejug), o desembargador Jeronymo Pedro Villas Boas participou, nesta quinta-feira (31), em São Paulo, da cerimônia de lançamento do MBA da Universidade de São Paulo (USP) em Inteligência Generativa, Direito Digital e Inovação, que reuniu magistrados e demais membros do sistema de justiça.
O MBA é focado em capacitar representantes do Judiciário e do Sistema de Justiça a compreender a teoria e prática da IA generativa aplicada ao Direito. Serão 428 horas de aulas e atividades on-line, sendo 388 horas de conteúdo modular obrigatório e 40 horas destinadas à elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
O MBA está sob a coordenação dos professores doutores Ana Carla Bliacheriene (Direito) e Luciano Vieira de Araújo (Sistemas da Informação), da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH/USP), referências no tema de Inteligência Artificial Generativa e Inovação para o setor público.
O diretor da Ejug manifestou-se durante o evento sobre a importância da academia no debate sobre o uso da IA Generativa, principalmente sob os pontos sujeitos a críticas, como os levantados pelo jurista Lênio Streck, em recente artigo publicado no portal Consultor Jurídico, em que o professor doutor questiona a reanálise de decisões proferidas com o auxílio de algoritmos criados pelos tribunais, em grau recursal, quando a mesma IAg auxilia na confecção da decisão recursal.
Conforme ressalta o diretor, “A Ejug tem se preocupado, desde 2023, com a capacitação para a utilização da IAg, inclusive incluindo no programa Ejug na Estrada do Conhecimento, que já alcançou mais de seis mil alunos, curso específico sobre a introdução da inteligência artificial no Poder Judiciário; além de instituir grupos de pesquisa científica sobre o tema, com entrega de soluções inovadoras”, enfatiza.