
No segundo dia da programação da Semana da Mediação e Conciliação do TJGO de 2025, realizada pela Escola Judicial (Ejug) em parceria com o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), magistrados e servidores do Poder Judiciário de Goiás, bem como público externo, participaram da oficina temática: “Conciliação: acelerando a Justiça com eficiência e parceria”, administrada pela presidente da Comissão de Mediação e Conciliação da OAB-GO, Thais Borges Rosa Melo.
A mesa diretiva foi composta, também, pelo coordenador do Nupemec, Juiz Leonys Lopes Campos da Silva, pela servidora do Cejusc, Lília Fernandes dos Reis, e pelo presidente da Comissão de Direito das Famílias da OAB-GO, Cristiano Melo.
Ao abrir o evento, o juiz Leonys Lopes Campos da Silva ressaltou que, nos últimos três anos, foram homologados mais de 250 mil acordos, “resultado direto da implementação dos projetos do Nupemec em parceria com vários entes”. “Esses números representam vidas transformadas, relações recompostas em uma justiça mais próxima do cidadão”, disse. Conforme observou o Magistrado, “A mediação e a conciliação não são apenas métodos alternativos, são pilares de uma justiça moderna, inclusiva e eficaz”. “Que essa semana da conciliação e da mediação nos inspire a continuar promovendo o diálogo, consolidando soluções duradouras e construindo uma justiça que entrega resultados reais à nossa sociedade. Que possamos sempre lembrar que conflitos são inevitáveis, mas escolher a paz é sempre uma possibilidade”, enfatizou.
Durante a oficina, Thais Borges Rosa Melo destacou a relevância do papel do profissional do Direito nos procedimentos de mediação e conciliação. Segundo ela, o Advogado deve adotar uma postura colaborativa, diferente da tradicional visão de confronto, de modo a orientar o cliente sem perder de vista a construção conjunta de soluções. Nesse processo, conforme pontuou, a escuta ativa é imprescindível. “Ouvir atentamente tanto o cliente quanto a parte contrária permite identificar interesses comuns e abrir caminho para um acordo mais equilibrado e satisfatório. Lembremo-nos sempre que estamos lidando com vidas diferentes de pessoas diferentes”, declarou.
A palestrante também ressaltou que a conciliação traz benefícios concretos para as partes envolvidas, como economia de tempo e recursos, diminuição do desgaste emocional e preservação de vínculos pessoais ou comerciais. Além disso, frisou que o avanço desses métodos no Judiciário brasileiro demanda um novo perfil de advocacia, em que habilidades como negociação, comunicação e empatia se tornam tão importantes quanto o domínio técnico, fortalecendo a atuação do Advogado como agente de pacificação social.
A Semana da Mediação e Conciliação segue até a próxima sexta-feira (26). Inscrições podem ser feitas pelo linktr.ee/ejugtjgo.