
A Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (Ejug) realizou, nesta sexta-feira (7), cerimônia de formatura destinada à outorga simbólica do título aos concluintes da primeira turma do Mestrado Interinstitucional em Direito (Minter), resultado da parceria acadêmica entre a Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp) e a Ejug. Receberam o título de mestres e mestras em Função Social do Direito 32 alunos, entre magistradas, magistrados, servidoras e servidores do Poder Judiciário.
Compuseram a mesa de autoridades a 2ª vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, desembargadora Rozana Camapum, que representou o presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim; a desembargadora Sirlei Martins da Costa, que representou o diretor da Ejug, desembargador Jeronymo Pedro Villas Boas; o coordenador pedagógico da Ejug, juiz substituto em segundo grau, Ricardo Luiz Nicoli; a coordenadora executiva da Ejug, Eunice Machado Nogueira; a diretora da Divisão de Pós-Graduação da Ejug, Elka Cândida de Oliveira Machado; o presidente do Grupo José Alves, José Alves Filho; o reitor da Unialfa e da Fadisp e diretor superintendente da Alfa Educação, doutor Thiago Lopes Matsushita; o professor titular e coordenador geral dos cursos da Escola de Direito da Alfa Educação, Lauro Ishikawa, e o coordenador do Minter, professor doutor Eduardo Pellegrini de Arruda Alvim.
Em seu discurso, a desembargadora Sirlei Martins destacou que a parceria resultante no Minter reafirma a compreensão de que instituições fortes são construídas por pessoas qualificadas, reflexivas e comprometidas com o aperfeiçoamento permanente. “A formação acadêmica contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico, da responsabilidade e da capacidade de compreender a complexidade dos conflitos que chegam ao Poder Judiciário, fortalecendo a qualidade da prestação jurisdicional e, consequentemente, o Estado Democrático de Direito”, declarou.

A desembargadora também ressaltou que a trajetória do mestrado ultrapassa a dimensão acadêmica e deixa como legado as experiências e os vínculos construídos ao longo da formação. “Viagens, aulas, debates, grupos de estudo, parcerias e os desafios enfrentados durante a pesquisa transformam colegas em uma comunidade unida por experiências, conquistas e aprendizados compartilhados. Esses vínculos humanos constituem um dos patrimônios mais valiosos de uma experiência coletiva de crescimento intelectual e pessoal”, pontuou.

Compromisso com a qualificação
O professor doutor Eduardo Pellegrini ressaltou que o curso trouxe debates de “altíssimo nível”. “Todos nós pudemos aprender com a experiência e vivência dos senhores, que não se furtaram ao debate, estiveram sempre dispostos a contribuir”, observou.
Coordenador pedagógico da Ejug, o Juiz substituto em segundo grau Ricardo Luiz Nicoli destacou o compromisso da Ejug com a qualificação de seus magistrados e servidores, com o propósito de melhor prepará-los para servir à sociedade. “Aproveitem esse conhecimento para colocá-lo sempre a serviço da sociedade, porque esse é o nosso compromisso: trabalhar por uma sociedade mais justa e mais humanizada”, disse.
Oradora da turma, a mestre Jaqueline Martins e Silva observou, em sua fala, as transformações ocorridas na vida de cada colega no percurso do mestrado. Citou os que se tornaram pais e mães, enfrentaram problemas de saúde e de longas distâncias. Rememorou, também, inúmeras atividades em grupos e viagens.
Apresentação e lançamento
O evento foi acompanhado pelo Coral Vozes da Justiça e pelo Trio de Cordas Sonata. Durante a cerimônia, os mestres e mestras lançaram o livro “Função Social do Direito e transformações contemporâneas: democracia, tecnologia, inovação e justiça”, que reúne artigos acadêmicos.
(Texto: Loren Milhomem / Fotos: Airton Moura - Escola Judicial - Ejug)