
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) inaugurou, nesta quarta-feira (28), a Central de Jovens Aprendizes da Comarca de Goiânia (CEJAP), no Complexo de Juizados. A iniciativa é voltada a aprendizagem e qualificação profissional dos aprendizes, de 14 a 24 anos em vulnerabilidade social, contratados por meio do Programa Jovens de Excelência, e conta com a parceria de empresas, Ministério do Trabalho e Emprego e Governo de Goiás, por meio da Secretaria e Desenvolvimento Social (Seds).
A solenidade contou com a presença da diretora do Foro da Comarca de Goiânia, juíza Patricia Bretas; do juiz do 2º Juizado da Infância e Juventude das Causas Infracionais e Questões Administrativas Afins, Lucas Siqueira; da juíza do 1º Juizado da Infância e Juventude da comarca de Goiânia, Maria Socorro de Sousa Afonso; da subsecretária de Estado de Desenvolvimento Social do Governo de Goiás (Seds), Silvana Fuini; da coordenadora de Fiscalização da Aprendizagem Profissional do Ministério do Trabalho e Emprego, em Goiás, Helga Jordão da Silva Santos; do assessor administrativo da Diretoria do Foro da comarca de Goiânia, Vinícius Ribeiro Camapum; do coordenador judiciário da Diretoria do Foro, Vinícius Teixeira, e da supervisora da Central, Pâmella Alcântara.
Foco no sistema processual
A diretora do Foro da Comarca de Goiânia, juíza Patricia Bretas, lembrou que o Programa Jovens de Excelência nasceu alinhado às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que enfatiza a importância de investir em jovens, integrando-os ao ambiente forense e oferecendo formação profissional. “Iniciamos em fevereiro do ano passado, de forma modesta, com apenas cinco aprendizes, evoluímos e hoje são 80 jovens aprendizes, que estão atuando em diversas unidades administrativas, gabinetes, UPJs. Agora, com a inauguração da Central, vamos concentrar o trabalho dos aprendizes em questões diretamente relacionadas ao processo judicial. Esse é o foco principal do projeto”, explicou a magistrada.

Patricia Bretas ressaltou ainda que o objetivo é que os jovens se familiarizem com o sistema processual. “Esse conhecimento é essencial para o desenvolvimento profissional. A experiência no sistema processual é um diferencial importante para as futuras contratações, uma vez que a experiência nessa área é altamente valorizada”, pontuou, ao agradecer o empenho do assessor administrativo da Diretoria do Foro da Comarca de Goiânia, Vinícius Ribeiro Camapum e de toda equipe na condução da iniciativa.
O Juiz do 2º Juizado da Infância e Juventude das Causas Infracionais e Questões Administrativas Afins, Lucas Siqueira, salientou que adolescentes e jovens em vulnerabilidade social são as que mais precisam de atenção e que a parceria entre diversos poderes e a iniciativa privada é fundamental. “É preciso que a sociedade como um todo, a sociedade civil, o poder público, possam se unir para investir nesses jovens, como estamos presenciando hoje. E vocês, jovens, agarrem essa oportunidade com afinco. O caminho não é fácil, mas com persistência vocês colherão bons frutos no futuro”, frisou.

A juíza do 1º Juizado da Infância e Juventude da Comarca de Goiânia, Maria Socorro de Sousa Afonso, destacou a importância de programas de inserção profissional para jovens, ressaltando que o primeiro emprego e o registro em carteira representam um marco permanente na vida e no currículo dos participantes. “A experiência inicial, em uma instituição oficial, abre portas para novas oportunidades e contribui para a formação pessoal e profissional de cada um de vocês”.

A subsecretária de Estado de Desenvolvimento Social do Governo de Goiás (Seds), Silvana Fuini, parabenizou os jovens aprendizes e ressaltou o papel transformador do trabalho na inclusão social e no desenvolvimento pessoal. “Essa iniciativa simboliza o início de uma série de oportunidades que esses aprendizes terão daqui para frente”, afirmou, ao destacar que programa Aprendiz do Futuro, do Governo do Estado, promove a inserção de mais de 16 mil jovens no mercado de trabalho em todo o estado.

Na oportunidade, a coordenadora da Fiscalização da Aprendizagem Profissional do Ministério do Trabalho e Emprego, em Goiás, Helga Jordão da Silva Santos, reforçou a relevância da parceria das empresas na qualificação dos jovens. “Não apenas exigimos o cumprimento das cotas, mas também buscamos o diálogo, a identificação de oportunidades e soluções para as dificuldades na colocação de adolescentes, jovens e pessoas com deficiência no mercado de trabalho. A priorização da juventude e da adolescência é um princípio fundamental, previsto na Constituição Federal, e é responsabilidade de toda a sociedade. Empresários, órgãos públicos, entidades e todos os demais atores sociais compartilham a responsabilidade de criar oportunidades para os jovens”, pontuou.

Preparação para o futuro
Durante a solenidade, o secretário do Núcleo de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Jackson de Sousa Santos, compartilhou sua história quando atuou como jovem aprendiz até ser contratado pelo TJGO. “Há 18 anos, eu estava na mesma posição que vocês, iniciando minha jornada como jovem aprendiz e vocês estão com uma ótima oportunidade. Então demonstrem interesse em aprender e busquem aprimoramento, assim como eu fiz. Superar desafios e se adaptar às mudanças faz parte do processo. Acredito que a experiência de vocês aqui é uma preparação para um futuro promissor. Este futuro dependerá exclusivamente de vocês, e a oportunidade de estarem aqui já é um grande passo”.

Rafael de Castro Jesus, 20 anos, um dos que atuarão na Central de Jovens Aprendizes, está empolgado com o novo trabalho. “É uma chance de crescimento que estamos tendo e a oportunidade de até ser contratados futuramente. Hoje faço o curso de Educação Física, mas estou pensando em até fazer Direito”, brincou.

A colega Hysia Monique Oliveira, 18 anos, comemorou a conquista do primeiro emprego. “Acredito que vou aprender muito aqui. Terminei o ensino médio e estou animada com essa nova fase e com tudo o que essa experiência pode acrescentar para a minha vida”.

Sobre o programa
O programa Jovens de Excelência abrange adolescentes e jovens com idades entre 14 e 24 anos, em situação de acolhimento institucional e cumprimento ou pós-medidas socioeducativas, sendo supervisionados pelo Juizado da Infância e da Juventude de Goiânia e adolescentes e jovens filhos e filhas de trabalhadores terceirizados do Fórum Cível, que estejam frequentando ensino regular ou supletivo de 1º e 2º graus.

(Texto: Karinthia Wanderley / Fotos: Agno Santos - Diretoria de Comunicação Social)