
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) informa que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) inicia, nesta segunda-feira (02), a campanha “A Violência Não Mora Aqui”, com o objetivo de mobilizar todas as instituições do Poder Judiciário do País no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.
O foco é esclarecer o que caracteriza a violência contra a mulher e como identificá-la, apresentar a rede de apoio institucional para a proteção da mulher e enfatizar que a violência tem consequência, inclusive a responsabilização e reabilitação do Autor.
Ao idealizar a campanha, o CNJ levou em consideração, ainda, o fato de que o Poder Judiciário possui grande alcance junto ao cidadão, uma vez que atua direta e diariamente com os usuários de seus serviços, que representam uma parcela considerável da sociedade, tendo relevante oportunidade de trabalhar para a prevenção, conscientização, alerta e informação da população sobre o tema.
Ao apoiar a iniciativa, o chefe do Poder Judiciário goiano, desembargador Leandro Crispim, reforça o compromisso do Tribunal com a promoção de ações voltadas à proteção das mulheres e à prevenção da violência.
“Estamos vivenciando um momento de profunda preocupação e indignação com o aumento expressivo do número de casos de mulheres vivendo em ambiente domiciliar marcado por abusos e violência diversos, sem falar no feminicídio, em nosso País”, enfatiza o Magistrado, ao avaliar inclusive estatísticas, como do Instituto de Pesquisa DataSenado, que revelam que cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica ou familiar em 2025. “É alarmante, e a iniciativa do CNJ precisa contar com reforço maciço, intenso e contínuo de toda comunidade judiciária”, pondera o magistrado.
Recorde histórico em 2025
Dados oficiais apontam ainda que, de janeiro a dezembro do ano passado, o Brasil atingiu um recorde histórico de feminicídios, com cerca de 40% desses crimes cometidos por parceiros íntimos e 27%, por ex-parceiros. A média apurada foi de 1.470 feminicídios, aproximadamente quatro mulheres assassinadas por dia, segundo informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública. “Isso é assustador. E apesar do endurecimento das leis, com penas de 20 a 40 anos de prisão, os casos aumentaram ano a ano, com 2025 representando um aumento expressivo na década. Inadmissível não apoiar todos os projetos pensados para frear escalada”, frisa Leandro Crispim. (Texto: Patrícia Papini – Diretoria de Comunicação Social do TJGO)