
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) recebeu reconhecimento institucional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pela implementação da Central Estadual do Sistema Nacional de Adoção (Cesna). A manifestação consta no Ofício Circular nº 82/2026/SEP, subscrito pelo secretário de Estratégia e Projetos do CNJ, Paulo Marcos de Farias, e destaca a eficiência técnica da iniciativa, bem como seu alinhamento às diretrizes nacionais de proteção à criança e ao adolescente.
De acordo com a análise do órgão supervisor, a Cesna se sobressai pela centralização técnica especializada e pela integração com o sistema Projudi, o que permite o monitoramento contínuo da alimentação do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA). O modelo adotado pelo TJGO contribuiu para o aperfeiçoamento da qualidade, da integridade e da rastreabilidade das informações inseridas no sistema, promovendo maior controle e confiabilidade dos dados.
“O reconhecimento do Conselho Nacional de Justiça à Central Estadual do Sistema Nacional de Adoção reafirma o compromisso do TJGO com a proteção integral de crianças e adolescentes. A Cesna fortalece a organização e o monitoramento das informações relacionadas aos processos de adoção e acolhimento, contribuindo para maior eficiência, transparência e segurança nas decisões judiciais. Trata-se de uma iniciativa que qualifica a gestão judiciária e reforça o papel do Tribunal na construção de políticas públicas mais efetivas na área da infância e juventude”, destacou o presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim.
Proteção integral
O CNJ apontou, ainda, que a atuação da Central trouxe melhorias concretas na padronização de fluxos operacionais, no fortalecimento do acompanhamento processual e na racionalização das rotinas das unidades judiciárias. De acordo com o Conselho, os impactos refletem diretamente na celeridade e na segurança das decisões relacionadas a adoção, acolhimento institucional e familiar, destituição do poder familiar e aplicação de medidas protetivas.
Para a coordenadora da Infância e Juventude do TJGO, juíza Célia Regina Lara, o reconhecimento do CNJ é motivo de orgulho para o Poder Judiciário goiano. “Nesse ano em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 36 anos, o TJGO intensifica os seus trabalhos na proteção do público infantojuvenil, inclusive, com a implementação de gestão processual inovadora nos processos de adoção, através da Censa, garantindo que crianças e adolescentes tenham o seu direito à convivência familiar e comunitária garantidos e, com prioridade absoluta. A Cesna é motivo de orgulho para todos nós do TJGO e tem inspirado iniciativas semelhantes em vários tribunais do país”, afirmou.
Segundo o CNJ, a Cesna está rigorosamente alinhada aos princípios constitucionais e legais da proteção integral e da prioridade absoluta da criança e do adolescente. Ao assegurar maior previsibilidade e controle das demandas que envolvem menores de idade, a estrutura contribui para a efetividade do ordenamento jurídico brasileiro e para o fortalecimento do sistema de garantia de direitos.
“A Cesna representa um importante instrumento de qualificação da gestão judiciária na área da infância e juventude. A centralização técnica e o monitoramento contínuo das informações permitem maior integridade dos dados e maior eficiência no acompanhamento dos processos relacionados à adoção e ao acolhimento, contribuindo para decisões mais seguras e alinhadas à proteção dos direitos das crianças e adolescentes”, ressaltou também a juíza auxiliar da Presidência, Lidia de Assis e Souza.
Boa prática institucional
O reconhecimento também classificou a iniciativa como “boa prática institucional”, com elevado potencial de replicabilidade por outros tribunais do país, reforçando o papel de vanguarda do TJGO na Política Judiciária da Infância e Juventude. A avaliação positiva estende-se à Coordenadoria da Infância e Juventude e às equipes técnicas envolvidas, destacando a contribuição significativa da Cesna para o aprimoramento da gestão judiciária e para a consolidação de uma política pública eficiente e orientada à proteção de crianças e adolescentes em âmbito nacional. (Texto: Sarah Mohn - Diretoria de Comunicação Social do TJGO)