
Entre corredores de atendimento, balcões de acolhimento e salas onde histórias difíceis encontram escuta, a informação também se transforma em instrumento de proteção. Com esse propósito, o Centro Especializado de Atenção e Apoio às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CAV) do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) realizou uma ação de divulgação, nesta terça-feira (9), em instituições que integram a rede de proteção às vítimas, em Goiânia.
A iniciativa foi conduzida pela servidora do CAV Juliana Albuquerque, que visitou duas unidades estratégicas da rede de atendimento: a Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem), localizada no Centro da capital, e o Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher (Nudem), da Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO), no Setor Sul.
Durante as visitas, foram distribuídos panfletos informativos e apresentadas as formas de atendimento oferecidas pelo Centro, ampliando o conhecimento sobre o serviço e fortalecendo o diálogo entre as instituições que atuam no acolhimento de vítimas.

Segundo Juliana Albuquerque, a ação surgiu da necessidade de tornar o serviço mais conhecido entre profissionais que lidam diariamente com pessoas em situação de violência. “O que motivou essa ação foi justamente divulgar o serviço que o CAV pode prestar às vítimas em geral, como atendimento psicológico, atendimento social e um espaço de acolhimento para que a vítima possa aguardar pela audiência sem ter contato com o agressor”, explicou.

Ela destaca que o trabalho do Centro busca oferecer orientação e encaminhamento adequado às vítimas diretas e indiretas de crimes. “O CAV atende vítimas de crimes e atos infracionais e realiza os encaminhamentos necessários, como apoio psicológico, social e até odontológico. Nossa atuação busca justamente divulgar esses serviços para que o Centro se torne mais conhecido e possa atender cada vez mais pessoas”, acrescentou.
Rede de proteção
Na Delegacia da Mulher, o diálogo com profissionais da segurança pública reforçou a importância da integração entre os órgãos que atuam no enfrentamento à violência.

Para a titular da Deaem, delegada de polícia Ana Elisa Gomes, o CAV representa mais uma porta de apoio para vítimas que, muitas vezes, chegam fragilizadas e com pouco conhecimento sobre os mecanismos de proteção disponíveis. “O CAV é uma excelente iniciativa do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. É mais uma porta aberta para as vítimas que precisam de orientação e apoio, um lugar que realmente sabe acolher essas mulheres”, afirmou.

A delegada ressaltou que muitas vítimas desconhecem as ferramentas de proteção existentes. “Além da Delegacia da Mulher e dos serviços sociais do Estado, o Tribunal de Justiça também abre essa porta de acolhimento, para que a mulher esteja inserida em uma situação em que esteja protegida e corra menos risco de sofrer novas violências”, completou.
Atuação integrada
A visita também incluiu o Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher (Nudem), da Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO), onde a iniciativa foi recebida como um importante passo para o fortalecimento da atuação conjunta da rede de proteção.

Para a servidora Maria Alice Sousa Santos, o trabalho articulado entre as instituições é essencial para reduzir os impactos da violência na vida das vítimas. “É fundamental que todos os núcleos e órgãos trabalhem em parceria justamente para reduzir os danos às vítimas. Promover um local acolhedor, com profissionais qualificados e atendimento interdisciplinar, é essencial para auxiliar essas pessoas”, afirmou.
Segundo Maria Alice, a colaboração entre as instituições amplia a capacidade de atendimento e fortalece o suporte oferecido às vítimas. “Para nós, é de extrema importância poder trabalhar em parceria”, destacou.

Espaço de acolhimento
O Centro Especializado de Atenção e Apoio às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CAV) funciona no Fórum Cível Dr. Heitor Moraes Fleury, em Goiânia, e atua como um canal especializado de orientação e acolhimento às vítimas, diretas ou indiretas, de crimes e atos infracionais.
Entre os serviços oferecidos estão orientação sobre direitos, informações jurídicas sobre processos, encaminhamento para a rede pública de assistência psicológica, social, jurídica e previdenciária, além de orientações sobre programas de proteção a vítimas e testemunhas ameaçadas. Todo o atendimento é realizado com sigilo, garantindo segurança e privacidade às pessoas atendidas.
O serviço está disponível para vítimas ou testemunhas de violência, incluindo casos de racismo, crimes ou atos infracionais, com atenção especial a públicos em situação de maior vulnerabilidade, como crianças, adolescentes, idosos, mulheres, pessoas com deficiência, pessoas em situação de rua e população LGBTQIA+.
Atendimento pode ser solicitado pelos seguintes canais:
Telefone: (62) 3018-8046
E-mail: atendimentoavitima@TJGO.jus.br
Local: Fórum Cível Dr. Heitor Moraes Fleury – 10º andar, sala 1023 – Goiânia
(Texto: Sarah Mohn / Fotos: Acaray Martins – Diretoria de Comunicação Social do TJGO)