
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) realizou, neste domingo (29), a prova objetiva do 59º Concurso Público para juízes e juízas substitutos. O certame, organizado pela FGV Conhecimento, reuniu 4.264 candidatos que disputam 51 vagas na magistratura estadual.
Durante todo o período de provas, membros da Comissão de Seleção e Treinamento do TJGO acompanharam a aplicação em todos os locais, assegurando a regularidade e a lisura do certame.

Estiveram presentes o presidente da Comissão Examinadora, desembargador Eduardo Abdon Moura, os desembargadores Eliseu José Taveira e Wilson Safatle Faiad, além dos demais integrantes da comissão: juiz substituto em Segundo Grau Ricardo Luiz Nicoli; juíza Marina Cardoso Buchdid; juíza Ana Paula de Lima Castro; juíza Nunziata Stefania Valenza Paiva; juíza Vaneska da Silva Baruki; advogado Eduardo Alves Cardoso Júnior – representante da OAB-GO; e procurador de Justiça Altamir Rodrigues Vieira Júnior – representante do MPGO.
O presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, destacou a relevância do concurso para o fortalecimento institucional. “A realização deste concurso público reafirma o compromisso do Tribunal de Justiça de Goiás com o fortalecimento da magistratura e com a prestação jurisdicional de qualidade. A seleção de novos juízes e juízas é essencial para assegurar maior celeridade, eficiência e acesso à justiça à população goiana, contribuindo para a consolidação de um Judiciário cada vez mais próximo da sociedade”, afirmou.

Para o presidente da Comissão Examinadora, desembargador Eduardo Abdon Moura, o processo seletivo representa uma etapa estratégica para o fortalecimento do Judiciário goiano. “O que ficou sob minha fiscalização foram 134 salas de prova. Tudo transcorreu bem, sem nenhuma intercorrência, e o trabalho da Fundação Getulio Vargas foi realizado com qualidade. A vistoria dos locais é fundamental para assegurar a correta aplicação das provas, a qualidade no atendimento aos candidatos e a própria presença institucional do Tribunal na fiscalização da empresa contratada.
O desembargador também discorreu sobre a importância de realizar o concurso para suprir a demanda de magistrados no Estado. “Este concurso também é essencial para suprir a defasagem de magistrados. São 51 vagas destinadas a fortalecer a prestação jurisdicional, garantindo que a Justiça goiana alcance todos os cidadãos, inclusive nas comarcas que ainda se encontram sem titular”, destacou.
Membro da Comissão Examinadora, a juíza Ana Paula de Lima Castro ressaltou a importância da recomposição dos quadros da magistratura. “A recomposição dos quadros da magistratura goiana é um passo muito importante para assegurar que a justiça chegue a todo o nosso Estado. Nosso Estado é extenso, inclui diversas realidades, culturas e conflitos que demandam a presença do Judiciário. Esperamos candidatos tecnicamente preparados, mas também comprometidos com a função pública. A magistratura exige não apenas conhecimento jurídico, mas responsabilidade e dedicação contínua, tanto no aspecto profissional quanto humano”, pontuou.

Representando a Ordem dos Advogados do Brasil — Seção Goiás (OAB-GO), o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (CASAG), Eduardo Cardoso Júnior, também destacou a importância do certame. “A realização do concurso para a magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás é essencial diante do crescimento constante da população e do aumento das demandas judiciais. A ampliação do número de magistrados é necessária para garantir maior celeridade, eficiência e qualidade na prestação jurisdicional. O fortalecimento da magistratura, por meio de concursos públicos, é fundamental para assegurar o acesso à justiça e atender adequadamente às necessidades da sociedade”, afirmou.
Sobre o concurso
A aplicação da prova ocorreu das 13 às 18 horas (horário de Brasília), com extensão até as 19 horas para candidatos com atendimento especial. Os portões foram abertos às 11h30, garantindo a organização e o acesso antecipado aos locais de prova.

Conforme o Edital nº 01/2025, o concurso prevê remuneração inicial de R$ 34.083,41. Do total de vagas, 30% são reservadas para candidatos negros (pretos e pardos), indígenas e quilombolas, e 5% para pessoas com deficiência, em conformidade com a Lei nº 15.142/2025, resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o pacto institucional pela diversidade e inclusão do Poder Judiciário goiano.