
Cerca de mil pessoas participaram, nesta segunda-feira (18), do webinário "Desarquivamento Provisório e Reativação de Processos no Projudi: Avanços Tecnológicos", promovido pelo Núcleo Gestor de Governança e Metas do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. O evento foi aberto pelo presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, transmitido pelo Zoom e pelo canal do Tribunal no YouTube.
O encontro teve o objetivo de alinhar informações entre o Sistema de Processo Judicial Digital (Projudi), as Tabelas Processuais Unificadas (TPUs) e os indicadores do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Transparência de dados
“A compreensão das diferenças entre o desarquivamento provisório e a reativação de processos garante a consistência dos registros processuais. O uso adequado dessas funcionalidades preserva a integridade da base de dados do Tribunal e fortalece a transparência das informações”, destacou o presidente Leandro Crispim.

O corregedor-geral da Justiça de Goiás, desembargador Marcus da Costa Ferreira, reforçou que o uso inadequado das funcionalidades compromete a transparência dos dados e distorce os indicadores de desempenho das unidades judiciais. “O manejo inadequado prejudica a leitura institucional do acervo e os indicadores que orientam o acompanhamento e a avaliação de desempenho”, afirmou.

Utilização correta
Para o juiz auxiliar da Presidência, Reinaldo Dutra, coordenador do Núcleo Gestor de Governança e Metas, o webinário esclarece uma ferramenta simples, mas de alto impacto na gestão e nos dados estatísticos das unidades judiciais. “É fundamental que magistrados e servidores se atentem quanto a adequada utilização das funcionalidades para possibilitar à Presidência e à Corregedoria tomar as providências mais acertadas sobre o Acervo processual”, enfatizou.

A secretária-geral da Presidência, Dahyenne Mara Martins, destacou que o objetivo do webinário é promover o alinhamento e a uniformidade no tratamento da informação, visando análises estatísticas mais precisas.
Novas ferramentas
O diretor Judiciário, Thiago Dutra, esclareceu a diferença entre as duas funcionalidades. “O desarquivamento provisório é indicado quando o processo não retoma a Tramitação, e deve ser utilizado para atos administrativos pontuais. Já a reativação retorna o processo ao status ativo, e deve ser usado apenas quando houver a efetiva retomada da tramitação”, explicou.
Já a diretora da Divisão de Atendimento aos Usuários de Sistema, Ana Paula da Silva, demonstrou o passo a passo das movimentações, e ressaltou que a tecnologia e a atividade judicial caminham juntas. “Sistemas processuais não demandam apenas ferramentas tecnológicas. É fundamental zelar pela qualidade da informação lançada pelos usuários que operam o sistema”, afirmou.
Ao final, a secretária do Núcleo Gestor de Governança e Metas, Brenna Martins, abordou as funções das TPUs, criadas pelo CNJ como sistema de padronização nacional do Poder Judiciário. “Essas tabelas visam organizar o sistema judicial em quatro categorias principais, que consistem em classes, assuntos, movimentações e documentos processuais”, afirmou.
(Texto: Carolina Dayrell – Fotos: Agno Santos - Diretoria de Comunicação Social do TJGO)