
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), desembargador Leandro Crispim, assinou, nesta terça-feira (23), o decreto de aposentadoria voluntária da desembargadora Maria das Graças Carneiro Requi, após 48 anos dedicados à magistratura goiana. O decreto tem efeitos a partir desta quarta-feira (24).
O chefe do Poder Judiciário destacou a relevância da trajetória da magistrada. “A desembargadora Maria das Graças Requi construiu uma história marcada pelo compromisso com a Justiça, pela dedicação ao serviço público e pelo respeito às pessoas. Ao longo de quase cinco décadas de magistratura, exerceu suas funções com equilíbrio, sensibilidade e profundo senso de responsabilidade. Em nome do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, agradeço sua valiosa contribuição e desejo que esta nova etapa seja repleta de realizações e felicidade”, comentou.
Em sua despedida, a desembargadora Maria das Graças Carneiro Requi expressou seu agradecimento pela carreira construída no Judiciário. “Sinto uma profunda gratidão por toda essa trajetória. Embora tenha sido uma carreira desafiadora, sempre a desempenhei com imenso prazer, pois encontrei verdadeira satisfação no que faço. Sou grata a Deus por ter me concedido a oportunidade de exercer esta função até este momento e agradeço a todos que caminharam ao meu lado, colegas magistrados, servidores, colaboradores de todos os setores do tribunal. Minha gratidão estende-se à vida, ao trabalho, à minha família e à possibilidade de ter desenvolvido meu potencial. Esses pilares são fundamentais, especialmente na vida de um Magistrado. Encerro este ciclo de 48 anos com o sentimento de dever cumprido”, afirmou.

Homenagens
Na última quinta-feira (18), a desembargadora participou de sua última sessão de julgamento como integrante da 9ª Câmara Cível do TJGO. Em um gesto de reconhecimento à sua carreira, o presidente do colegiado, desembargador Fernando de Castro Mesquita, convidou-a para conduzir os trabalhos da sessão.

Ao término dos julgamentos, magistrados, servidores e colaboradores prestaram homenagens à desembargadora, em um momento marcado pela emoção e pelo reconhecimento à sua contribuição para o Poder Judiciário goiano. As manifestações incluíram mensagens de agradecimento e apresentações musicais realizadas por servidoras e servidores do Tribunal.

Trajetória
Natural de Anhanguera (GO), a desembargadora Maria das Graças Carneiro Requi graduou-se em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG), em 1978. Ainda durante a formação acadêmica, iniciou sua atuação profissional no magistério, lecionando as disciplinas de Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira (OSPB) no Colégio Estadual Professor Pedro Gomes, em Campinas, Goiânia.
Ingressou na magistratura goiana em 1978, como juíza adjunta, com atuação inicial nas comarcas de Goiânia e Hidrolândia. No ano seguinte, foi nomeada juíza de Direito da Comarca de Mossâmedes, exercendo também funções em Sanclerlândia e prestando auxílio às varas cíveis e criminais da capital.
Ao longo de sua carreira, foi titular das comarcas de Nerópolis e Piracanjuba, respondendo ainda pela Comarca de Pontalina. Em 1991, foi promovida, pelo critério de antiguidade, para a comarca de Goiânia, onde assumiu a 10ª Vara Criminal.
Na capital, destacou-se não apenas pela atuação jurisdicional, mas também pelo trabalho institucional. Entre 2006 e 2008, integrou o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) e exerceu a função de diretora da Escola Judiciária Eleitoral. Em 2010, foi removida para o cargo de juíza substituta em segundo grau e, no ano seguinte, ascendeu ao cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.
Filha de Inácio Vicente Carneiro e Conceição da Paixão Carneiro, é casada com Alair Requi, mãe de Juliana Cristina Carneiro e Gustavo Henrique Carneiro Requi e avó de três netos. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a magistratura, pela dedicação à educação e pela relevante contribuição ao fortalecimento da Justiça goiana ao longo de quase cinco décadas de serviços prestados ao Poder Judiciário.
Atualmente, integrava a 9ª Câmara Cível, Colegiado do qual se despede ao concluir uma das mais longevas trajetórias da magistratura goiana.
(Texto: Sarah Mohn / Fotos: Edmundo Marques – Diretoria de Comunicação Social do TJGO)