
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) será o primeiro do país a implementar um projeto-piloto da política de inteligência processual voltada à atuação dos oficiais de justiça, conforme a Recomendação nº 170/2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A iniciativa começará a ser operacionalizada em 10 de agosto, inicialmente nas Varas da Fazenda Pública Municipal da comarca de Goiânia. O projeto foi discutido nesta terça-feira (14), durante reunião entre o presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, e o conselheiro do CNJ, Marcello Terto e Silva, no gabinete da Presidência, em Goiânia.
Também participaram do encontro o 1º vice-presidente do TJGO, desembargador Fabiano Abel de Aragão Fernandes; o corregedor-geral da Justiça de Goiás, desembargador Marcus da Costa Ferreira; e o juiz auxiliar da Presidência, Gustavo Assis Garcia.
Para o presidente Leandro Crispim, a iniciativa representa um importante avanço para a atuação dos oficiais de justiça ao incorporar ferramentas tecnológicas que tornarão mais ágeis e eficientes as diligências de localização de pessoas e bens. Segundo ele, a política de inteligência processual atende à recente diretriz do CNJ, que orienta os tribunais a disponibilizarem mecanismos tecnológicos para ampliar o acesso dos oficiais de justiça a informações relacionadas a devedores e patrimônios, especialmente em processos de Penhora.

“O projeto já está em estágio bastante avançado e a visita do conselheiro reforça esse trabalho, permitindo acelerar sua implantação e consolidar o protagonismo do TJGO nessa iniciativa nacional. A implementação terá início em 10 de agosto, na Central de Mandados Especializados da comarca de Goiânia, com atuação voltada às Varas da Fazenda Pública Municipal, e será expandida gradativamente para outras unidades”, destacou.
O conselheiro Marcello Terto afirmou que a reunião teve como objetivo discutir temas alinhados às diretrizes do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), com base nas políticas nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), especialmente a de inteligência processual. Segundo ele, as medidas envolvem a organização dos fluxos de trabalho dos oficiais de justiça na pesquisa de bens e localização de pessoas, com foco em tornar o cumprimento das ordens judiciais mais efetivo, em conformidade com a Recomendação nº 170/2026 do CNJ. “A ideia é colocar o TJGO à disposição da iniciativa para que possamos estruturá-la e expandi-la aos demais tribunais, promovendo uma Justiça mais eficiente, eficaz e concreta”, explicou.

(Texto: Karineia Cruz / Fotos: Acaray Martins - Diretoria de Comunicação Social do TJGO)