
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, por meio do programa Judiciário Solidário, entregou nesta semana 100 kits de higiene e 40 cestas básicas, itens arrecadados durante mobilização social no TJGO. Na segunda-feira (10), 40 cestas de alimentos e 40 kits higiênicos e de beleza foram entregues ao grupo reflexivo Vozes, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Itumbiara. Já na terça (11), a entrega de kits foi feita às Coordenadorias Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e de Igualdade Racial do Tribunal, e contempla colaboradoras terceirizadas do TJGO que participaram de uma roda de conversa sobre os desafios da mulher negra, em celebração ao dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.
Idealizadora do programa, a primeira-dama do TJGO, Luciene Camargo, ressaltou que o movimento solidário tem tido engajamento de servidores e demais colaboradores que formam uma rede de apoio dentro do Judiciário para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade social. “São ações que vão além da atuação jurisdicional, que contribuem para o fortalecimento da cidadania e da dignidade humana”, ressaltou.

Luciene Camargo enfatizou ainda que o canal de doações é contínuo. “São contribuições via Pix Solidário, de eventos realizados pelo TJGO, como Passeio Ciclístico, Corrida e Arraiá. Dessa forma, por meio de ações solidárias, retornamos para a sociedade, oferecendo dignidade e acolhimento a que realmente precisa. Acolher é fazer justiça também”, disse.
Atenção
Representando a Coordenadoria da Mulher do TJGO, a juíza Isabella Luíza Alonso Bittencourt destacou o quanto são importantes as contribuições para as mulheres que passam por violência de gênero. “Constituem importante auxílio para a subsistência de muitas mulheres e suas famílias, contribuindo inclusive para que não permaneçam em relacionamentos abusivos por dependência econômica”.

Já a titular da 2ª Vara Criminal de Itumbiara, juíza Natácia Lopes Magalhães, responsável pelo Grupo Vozes, reforçou que o Judiciário goiano, por meio de ações sociais, tem contribuído para fortalecer o atendimento às mulheres vítimas de violência. “Muitas delas já recebem assistência na Casa da Mulher e agora o Poder Judiciário vem fortalecer esse movimento, fomentando até a participação no grupo reflexivo, que é facultativo”.

Representatividade
O secretário da Coordenadoria de Igualdade Racial, Afonso Rodrigues, enfatizou que o primeiro passo para realizar qualquer ação é ouvir as demandas do público. “No evento ‘Esperanças: mulheres contam suas histórias’, por exemplo, convidamos 50 mulheres negras que atuam no TJGO em diversas áreas e fizemos uma roda de conversa para elas compartilharem seus desafios com outras mulheres em processo de construção coletiva”, disse.

Afonso Rodrigues complementou que o programa Judiciário Solidário teve colaboração importante na ação com a entrega de kits de higiene e beleza. “Um dos resultados dessa inciativa é o encontro e o fortalecimento dessas mulheres que passam por desafios e histórias semelhantes. São, por muitas vezes, assuntos sensíveis, desabafos, com escuta ativa e os detalhes fazem diferença”, explicou.
Colaboradora terceirizada do TJGO, Alane Lima dos Santos é uma das participantes da roda de conversa e beneficiária do Judiciário Solidário. Ela pontuou que as interações e o ‘ser vista’, traz um sentimento de pertencimento. “É muito importante interagir, falar e ser ouvida. Reunir e falar sobre nossas vivências sobre realidades que nos deparamos, como sentir o racismo e discriminação. Essa ação é se sentir acolhida e perceber que não estamos sozinhas. Receber o kit de higiene e beleza nos faz perceber que a ação foi pensada nos detalhes para nós e isso traz grandes efeitos. Esse impacto é muito bom”, relatou.

(Texto: Karineia Cruz / Fotos: Wagner Soares – Diretoria de Comunicação Social do TJGO)