
O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, entregou, nesta segunda-feira (24), ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), desembargador Leandro Crispim, o certificado de reconhecimento pelo desempenho alcançado no Ranking da Transparência do Poder Judiciário 2026. Com 100% de cumprimento dos critérios estabelecidos pelo CNJ, o TJGO integrou o grupo de tribunais que alcançaram a primeira colocação na edição deste ano.

O presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, atribuiu o resultado ao trabalho conjunto desenvolvido no Tribunal. “Alcançar 100% dos critérios de transparência é resultado de um trabalho permanente, que envolve juízes auxiliares, desembargadores, diretores, servidoras e servidores. A Corregedoria-Geral da Justiça, a Corregedoria do Foro Extrajudicial, a Ouvidoria, os gabinetes dos desembargadores e as unidades administrativas têm participação direta nesse processo, seja na produção e atualização das informações, seja na publicação permanente dos atos e das atas das sessões. Esse comprometimento coletivo foi decisivo para alcançarmos a pontuação máxima”, afirmou.
Leandro Crispim observou ainda que a transparência tem sido um dos pilares das conquistas recentes do Tribunal. “Os resultados alcançados pelo TJGO em diversas avaliações nacionais demonstram que estamos consolidando uma cultura de planejamento, inovação, transparência e compromisso com a prestação de serviços à sociedade. O Tribunal tem batido recordes de projetos reconhecidos em premiações nacionais e conquistado sucessivos resultados de destaque em áreas estratégicas da gestão pública”, afirmou.

A entrega do certificado ocorreu durante a 2ª Reunião Preparatória para o 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário, ocasião em que o CNJ apresentou os resultados definitivos do Ranking da Transparência 2026. O corregedor-geral da Justiça do Estado de Goiás, desembargador Marcus da Costa Ferreira, também participou do evento. “A transparência é um compromisso institucional e deve estar presente em todas as áreas da administração da Justiça. Alcançar 100% dos critérios estabelecidos pelo CNJ demonstra que esse compromisso se traduz em ações concretas, com informações atualizadas e acessíveis à sociedade. A Corregedoria-Geral da Justiça participa desse esforço coletivo, ao lado da Presidência e das demais unidades do Tribunal, porque dar publicidade aos atos e permitir o acompanhamento da atuação do Judiciário também é uma forma de prestar contas à sociedade”, afirmou o corregedor.
Três anos de Selo Diamante
O resultado no ranking do CNJ soma-se a outros reconhecimentos obtidos pelo TJGO na área da transparência pública. Nos últimos três anos, o Tribunal conquistou o Selo Diamante do Programa Nacional de Transparência Pública (Radar da Transparência), certificação concedida a instituições que atendem aos critérios estabelecidos pelo programa para disponibilização de informações públicas. A sequência de reconhecimentos em avaliações nacionais reforça a continuidade das ações adotadas pelo TJGO para organização, atualização e disponibilização de dados e informações de interesse público.
Para a juíza auxiliar da Presidência, Lidia de Assis e Souza, que acompanhou os trabalhos desenvolvidos para o cumprimento dos critérios estabelecidos pelo CNJ, o reconhecimento demonstra a prioridade conferida pelo TJGO ao acesso à informação. “A transparência exige acompanhamento permanente, atualização das informações e integração entre as diferentes áreas do Tribunal. Alcançar 100% dos critérios demonstra o compromisso do TJGO em garantir à sociedade acesso às informações sobre a atuação administrativa e jurisdicional do Poder Judiciário”, ressaltou.

Trabalho de equipe
O cumprimento integral dos critérios estabelecidos pelo CNJ envolveu a atuação integrada de diferentes áreas do Tribunal, com participação da Diretoria-Geral, da Secretaria-Geral da Presidência, da Secretaria de Governança Judiciária e Tecnológica, da Diretoria de Planejamento e Inovação e da Diretoria de Inteligência Artificial, Ciência de Dados e Estatística, além de diversas outras unidades.
O diretor-geral do TJGO, Rodrigo Leandro da Silva, destacou a integração entre as unidades. “O desempenho alcançado reflete a cooperação entre as equipes e o compromisso diário com a transparência, apoiado no aperfeiçoamento contínuo dos sistemas internos e na atuação técnica das unidades do Tribunal”, afirmou.
A secretária-geral da Presidência, Dahyenne Mara Martins Lima Alves, ressaltou a participação das equipes na organização dos dados. “O resultado somente foi possível graças ao acompanhamento contínuo das informações e à participação das diferentes unidades. Foi um trabalho coletivo, com cada área contribuindo para que o Tribunal cumprisse integralmente os critérios estabelecidos pelo CNJ”, afirmou.
Para o secretário de Governança Judiciária e Tecnológica, Gustavo Dias Maciel, o resultado também está relacionado ao trabalho de consolidação e atualização das bases de dados do Tribunal. “A transparência depende da qualidade, da organização e da atualização das informações. O trabalho técnico desenvolvido pelas equipes permite que esses dados sejam disponibilizados dentro dos parâmetros definidos pelo CNJ”, pontuou.

Critérios de avaliação
A avaliação foi baseada em 83 questões, distribuídas em 11 temas: Gestão; Audiências e Sessões; Serviços de Informações ao Cidadão (SIC); Ouvidoria; Tecnologia da Informação e Comunicação; Gestão Orçamentária e Financeira; Licitações, Contratos e Instrumentos de Cooperação; Gestão de Pessoas; Auditoria e Prestação de Contas; Sustentabilidade; e Acessibilidade.
Entre as informações verificadas pelo CNJ estão os resultados do planejamento estratégico, o calendário das sessões colegiadas, as respostas às perguntas mais frequentes, informações de Tecnologia da Informação e Comunicação, o mapa anual de precatórios, dados sobre licitações e contratos e a prestação de contas.
O Ranking da Transparência tem como finalidade incentivar os órgãos do Judiciário a disponibilizarem suas informações de forma padronizada e acessível, permitindo o acompanhamento da gestão pela sociedade. A iniciativa considera as normas de acesso à informação no Poder Judiciário e a aplicação da Lei de Acesso à Informação.
Participações
Também participaram da entrega no Conselho Nacional de Justiça, o Juiz auxiliar da Presidência, Reinaldo de Oliveira Dutra; o secretário-geral da Corregedoria-Geral da Justiça, Rafael Carvalho Curado; e o diretor de Planejamento e Inovação (DPI), Diego César Santos, além de servidoras e servidores do Tribunal.

(Texto: Diretoria de Comunicação Social do TJGO / Fotos: Luiz Silveira/CNJ)