
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), desembargador Leandro Crispim, participou nesta quarta-feira (2) da solenidade de abertura do ‘Workshop de Inteligência e Perspectivas no Combate às Fraudes e Crimes Digitais: Panorama Estratégico das Fraudes Digitais e Integração Institucional’. O evento tem como propósito estimular o diálogo técnico e institucional entre os setores público e privado, incentivando a construção de soluções integradas, inovadoras e eficazes para prevenção, conscientização e combate às fraudes digitais. Participaram também a 2ª vice-presidente do TJGO, desembargadora Rozana Camapum, e o corregedor-geral da Justiça de Goiás, desembargador Marcus da Costa Ferreira.
A programação segue nesta quinta-feira (3), na sede da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), em Goiânia. A iniciativa é uma realização conjunta da Polícia Civil do Estado de Goiás, da Escola Superior da Magistratura do Estado de Goiás (Esmeg) e da empresa privada Law Enforcement.

Durante a abertura, o presidente Leandro Crispim ressaltou que a programação do evento reflete questões que chegam ao sistema de Justiça, como prova digital, rastreabilidade de criptoativos, imagens sintéticas, fraudes financeiras, proteção dos sistemas judiciais e riscos enfrentados por crianças e adolescentes no ambiente conectado.
Ele enfatizou ainda a importância dos debates que serão promovidos no workshop e a integração entre as instituições. “É com tal perspectiva que os dois dias de programação foram organizados para que o vestígio digital seja examinado por quem o conhece de ângulos diferentes. Todo contato deixa um vestígio. Este encontro deixará o seu nas relações construídas, nos conhecimentos compartilhados e nos procedimentos que poderão se tornar mais seguros a partir do diálogo iniciado aqui”.

Compuseram também a mesa diretiva do evento o diretor da Escola Superior da Magistratura do Estado de Goiás (Esmeg), desembargador Augusto Ventura, responsável pelas boas-vindas aos participantes do encontro; a presidente da Asmego; juíza Nathália Arantes Bueno; o delegado-geral e o adjunto da Polícia Civil do Estado de Goiás, respectivamente, André Ganga e Murilo Polati; a chefe do Núcleo de Inteligência Institucional do TJGO, delegada Sabrina Lelis; representando a Law Enforcement Treaty, o head de Segurança Corporativa e Inteligência Nacional do Banco Santander, Roberto Troncon, e a Executiva de Prevenção à Fraudes da PicPay Nacional, Marisa Trancho.

Perspectivas diferentes
A presidente da Asmego, juíza Nathália Arantes, destacou que ter acesso as ferramentas e os cenários de crime virtual traz um panorama para boas decisões. “O crime migrou, de fato, para o cibernético. E essa relação interinstitucional, com entidades privada, Polícias, Ministério Público, Poder Judiciário, é de extrema relevância, porque traz toda a cadeia que trabalha contra o crime cibernético. Para nós, como magistrados, é importante conhecer para podermos cumprir boas decisões nas atividades jurisdicionais”, explicou.

Para a delegada Sabrina Lelis, que esteve à frente da organização do workshop, o evento é a oportunidade de reunir instituições que lidam com cenários de criminalidade e suas diversas perspectivas. “O diferencial é conseguirmos reunir, em um mesmo ambiente, policiais, profissionais de inteligência, Poder Judiciário, Ministério Público, instituições financeiras, empresas de tecnologia e especialistas. São figuras que conhecem profundamente esse cenário da criminalidade e uma das maiores riquezas é colocar, lado a lado, pessoas que enfrentam o mesmo fenômeno criminoso, a partir de perspectivas diferentes”, explicou.

Já o delegado-geral André Ganga exaltou a parceria do Judiciário goiano e fez um panorama dos crimes, que incluem um ‘Modus operandi’ de meios virtuais. “Tivemos mais de 203 operações realizadas fora do estado de Goiás. Somente nesse período, creio que 60% a 62% das operações são referentes a crimes virtuais ou com alguma ligação a crimes virtuais. É uma vertente que está acontecendo em todo o Brasil, em que há uma migração de crimes violentos para crimes virtuais e facções se especializando em crimes virtuais. É importante compartilharmos esse cenário e ampliar estratégias”, compartilhou.

Programação
Serão abordados temas relacionados à atuação de inteligência, à identificação de padrões criminosos, à utilização estratégica de informações e às ferramentas disponíveis para o enfrentamento de delitos cometidos no ambiente virtual. A iniciativa contribui também para ampliar a compreensão sobre a dinâmica das organizações criminosas que utilizam a tecnologia para aplicar golpes e ocultar a prática de ilícitos.
Além de discutir mecanismos de enfrentamento às fraudes, o encontro busca estimular uma atuação pautada pela inteligência, pela análise de dados e pelo compartilhamento de informações, sempre respeitando os limites legais e as garantias fundamentais e o fortalecimento de uma Justiça preparada para os desafios da era digital.
Presenças
Prestigiaram também o evento as juízas auxiliares da Presidência, Lidia de Assis e Sousa e Marina Buchdid; o Juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Marcus Vinicius Alves de Oliveira; a juíza Simone Pedra Reis, da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar; o diretor Judiciário, Thiago Borges Dutra Castro; a diretora da Escola Superior da Polícia Civil, Tatiane Gruvinel; o subsecretário de Estado de Segurança Pública, Gustavo Carlos Ferreira; o chefe da Polícia Judiciária da Polícia Civil do Estado de Goiás, Marcelo Aires; além de autoridades e representantes das forças de segurança e policial, de instituições privadas e especialistas.


Confira mais imagens da abertura do workshop
(Texto: Karineia Cruz / Fotos: Acaray Martins – Diretoria de Comunicação Social do TJGO)