
A Escola Judicial (Ejug) iniciou, na última terça-feira (7), o projeto de educação itinerante “Virando a página: educação e justiça”, para atendimento à população em situação de rua. A iniciativa integra o Projeto “Diálogos Institucionais - o Judiciário e o Desenvolvimento Socioeconômico”, instituído pela Portaria nº 9/2025, que busca fomentar a elaboração e a implementação de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades sociais.
O “Virando a página” foi construído a partir de diagnóstico do grupo de estudos conduzido pelos juízes Marina Buchdid e Gabriel Lisboa, que desenvolveram escuta ativa e coleta de dados relacionados à população em situação de rua de Goiânia junto a servidores do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) que compõem o grupo.
Com base nos levantamentos, apresentados em evento que reuniu autoridades do Poder Judiciário, Executivo e Legislativo municipal e estadual, em outubro de 2025, identificou-se a necessidade de uma proposta de educação itinerante, que pudesse atender a população em situação de rua baseada não só no ensino-aprendizagem, mas também na escuta acolhedora e encaminhamento de demandas dessa população para demais políticas públicas.
“A intenção é criar oportunidades reais de aprendizado e reconstrução de vínculos. Acreditamos que a educação é transformadora, que ela promove igualdade, justiça social e crescimento pessoal”, afirmou a juíza Marina Buchdid, no evento em que a proposta de educação itinerante foi anunciada.
Na última terça-feira, no primeiro dia do projeto, o juiz Gabriel Lisboa informou que os encontros ocorrerão às terças-feiras e quintas-feiras, às 9 horas, em frente ao Ginásio de Esportes do Setor Campinas. “Vamos aprender não só o que se ensina nas escolas, mas sobre várias coisas da vida, e a gente conta com vocês para esses encontros, onde vocês não vão só ouvir, mas vão também poder falar. Temos uma professora que tem muitas histórias e materiais interessantes para vocês. Esse projeto, por ora, tem três meses, e depois vocês vão decidir se vão querer ou não continuar”, disse às pessoas em situação de rua que participaram do encontro.
Na próxima quinta-feira (9), a equipe da Ejug, composta por servidores e colaboradores, dentre pedagogos e assistentes sociais, estará no local para o segundo dia do projeto “Virando a página: educação e justiça”. (Texto: Loren Milhomem - Escola Judicial/Ejug)