
O diretor da Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (Ejug), desembargador Jeronymo Pedro Villas Boas, reuniu-se, nesta quarta-feira (10), com o diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), ministro Benedito Gonçalves, para tratar de temas estratégicos para o fortalecimento das escolas judiciais brasileiras.
Entre os assuntos em pauta, a necessidade de assegurar dotação orçamentária adequada para o desenvolvimento das atividades de formação e aperfeiçoamento de magistrados e servidores, bem como a implementação de laboratórios internacionais de inteligência artificial voltados à pesquisa, inovação e capacitação no âmbito do Poder Judiciário. A Ejug dará início, no próximo dia 19, às atividades do laboratório de Inteligência Artificial (LI²A), em cooperação com a Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Brasília (UnB).
Durante o encontro, o diretor da Ejug também apresentou os resultados preliminares dos trabalhos desenvolvidos pelo grupo de trabalho que atua junto às comunidades quilombolas de Goiás, por meio do projeto “Diálogos Institucionais - comunidades quilombolas”, coordenado pela juíza Erika Cavalcante.
A iniciativa tem por objetivo identificar eventuais déficits de políticas públicas destinadas à população quilombola, de modo a contribuir para o aprimoramento das ações institucionais voltadas à promoção da cidadania e da inclusão social. O grupo já visitou diversas comunidades quilombolas e está trabalhando na análise de dados quantitativos e qualitativos, como entrevistas documentadas.
O ministro antecipou sua presença na Semana da Consciência Negra do TJGO, Sawabona, em novembro, evento que reunirá representantes de todas as comunidades quilombolas do Estado de Goiás.
“Tratamos de demais temas de interesse institucional, reforçando o compromisso das escolas judiciais com a inovação, a formação continuada e o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Compreendemos a importância do diálogo constante para o aprimoramento do nosso trabalho”, afirma o diretor da Ejug.
(Texto: Loren Milhomem/Escola Judicial - Ejug)