
Em continuidade ao ciclo de palestras sobre Inteligência Artificial no Poder Judiciário, a Ejug realizou, nesta quarta-feira (24), no Fórum da comarca de Anápolis, discussão sobre o uso inteligente da ferramenta Agaia. Diretor da Ejug, o desembargador Jeronymo Pedro Villas Boas palestrou para magistrados e servidores.
Diretora do Foro da comarca de Anápolis, a juíza Francielly Faria Morais refletiu sobre a importância da capacitação sobre inteligência artificial como ferramenta de apoio ao Judiciário, especialmente diante dos desafios enfrentados após a pandemia e do aumento das demandas. “Agradecemos à Ejug por nos trazer essa aula. A inteligência artificial vem para nos auxiliar, mas o que vamos fazer se nós não sabemos e não temos domínio acerca dessa ferramenta?”, questionou, observando que é necessário a capacitação constante.
O diretor Jeronymo Pedro Villas Boas destacou o potencial da ferramenta Agaia como instrumento de apoio à atividade jurisdicional, ressaltando que a inteligência artificial deve ser compreendida como uma aliada para ampliar a eficiência do trabalho, sem substituir a atuação humana. “O uso inteligente da tecnologia permite otimizar o tempo dedicado à análise processual e aumentar a produtividade, preservando a qualidade das decisões. A inteligência artificial é instrumento de apoio. Ela não substitui o ser humano, não vai substituir. A inteligência humana é superior à inteligência artificial”, afirmou.

Durante a apresentação, o diretor também destacou a necessidade de utilização segura e responsável das ferramentas de IA, explicando que a Agaia possui mecanismos de proteção para evitar interferências indevidas nos processos analisados. Ele ressaltou que sistemas de inteligência artificial trabalham com processamento de dados, mas não possuem compreensão sobre aspectos humanos envolvidos nas decisões judiciais, como sentimentos, vulnerabilidades e contextos sociais. “Ela é uma máquina de processar dados. Ela não é um ser humano. Toda decisão judicial está envolvida por elementos racionais e também humanos, que precisam ser considerados dentro do processo decisório”, pontuou. O ciclo de palestras continua em outras comarcas, a serem definidas.
(Texto: Loren Milhomem / Fotos: Airton Moura - Escola Judicial)