
Uma nova urna do Projeto “Vozes contra o Assédio”, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), foi aberta nessa sexta-feira (13) pelas juízas auxiliares da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) e da Corregedoria-Geral da Justiça de Goiás (CGJGO), Lidia de Assis e Souza e Vanessa Estrela Gertrudes. A iniciativa reúne demandas do 7º Encontro Regional das Corregedorias, encerrado na última sexta-feira (6), em Goianésia, com alcance da 11ª Região Judiciária. As urnas são disponibilizadas a cada Encontro, no local onde o evento acontece.
Reforçando o compromisso do TJGO com ações efetivas de prevenção e enfrentamento do assédio e da discriminação no âmbito do Judiciário goiano, a juíza auxiliar da Presidência, Lidia de Assis, destacou a ‘Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação’, que será promovida na primeira semana de maio, pelo TJGO. Ela explicou que o evento será uma oportunidade de incentivar servidoras, servidores, magistradas e magistrados a se capacitarem para aprender como lidar com situações de assédio.

“Durante a semana, teremos cursos, oficinas e palestras importantes com nomes ligados a essa temática, além de espaços e canais de comunicação no TJGO para que as pessoas tragam suas demandas, questionamentos e dúvidas sobre o que caracteriza o assédio. Os elogios também são importantes para que possamos identificar gestores que promovem ambientes saudáveis e harmoniosos no Poder Judiciário”, afirmou.
Na opinião da juíza auxiliar da CGJGO, Vanessa Estrela, conhecer, de fato, o que o assédio significa ajuda a prevenir e combater os casos com mais efetividade. A magistrada pontuou que para dar celeridade ao processo de apuração das denúncias a urna é aberta praticamente na sequência do encerramento dos Encontros Regionais.

“Temos o dever de transformar cada relato em um instrumento não só de reflexão, mas de ação. Essa responsabilidade exige a participação ativa de todos os integrantes do sistema de Justiça”, frisou.
Lacrada com cadeado, a urna foi aberta na sala de reuniões da Corregedoria-Geral da Justiça, assegurando a confidencialidade do procedimento. As magistradas atuam, respectivamente, nas Comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral e Sexual e na Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Sexual e da Discriminação, representando os trabalhos do primeiro e segundo graus de jurisdição.

A partir da abertura, os conteúdos coletados passam por análise criteriosa e são encaminhados para avaliação quanto à necessidade de medidas administrativas ou institucionais. Todo o procedimento ocorre sob sigilo, preservando a identidade dos participantes.
Projeto
O Vozes contra o Assédio busca ampliar os canais de escuta no Poder Judiciário goiano, criando espaços seguros de manifestação para servidoras, servidores, magistradas, magistrados, colaboradoras e colaboradores, incentivando o combate ao assédio e à discriminação por meio de relatos, denúncias e sugestões. (Texto: Myrelle Motta - Divisão de Comunicação Social das Corregedorias/ Foto: Acaray Martins - Diretoria de Comunicação Social do TJGO)