
A Unidade de Polícia Penal Regional Feminina de Barro Alto sediou, entre os dias 4 e 6 de fevereiro, a etapa prática da Formação Inicial de Facilitadoras em Justiça Restaurativa. A capacitação integra um percurso formativo – conjunto estruturado de ações, etapas e conteúdos - promovido por meio de convênio entre o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) e a Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP), com apoio da Escola Judicial de Goiás (Ejug) e do Núcleo de Justiça Restaurativa (Nucjur), e que faz parte também de uma iniciativa mais ampla, considerada inédita em Goiás no contexto do sistema prisional feminino.
Segundo o juiz coordenador do Nucjur, Élios Mattos de Albuquerque Filho, a iniciativa reafirma o compromisso do Judiciário em levar práticas restaurativas ao sistema prisional, “ao acreditar que a segurança pública também é construída com diálogo, reparação e humanidade”.
Participaram da fase presencial três mulheres privadas de liberdade e uma participante que iniciou o curso ainda custodiada e, posteriormente, passou à condição de liberdade. As alunas já haviam concluído a etapa teórica em Educação a Distância (EAD), realizada em novembro e dezembro de 2025.
Durante o módulo prático, foram aprofundados os fundamentos da Justiça Restaurativa e realizadas vivências dos Círculos de Construção de Paz, metodologia voltada ao diálogo e à resolução não violenta de conflitos.

Com a conclusão da etapa presencial, as participantes iniciam estágio supervisionado, última fase do curso, necessário para a certificação como facilitadoras. A ação representa avanço na implementação da Justiça Restaurativa no sistema prisional goiano e fortalece a integração entre Judiciário e administração penitenciária na promoção da cultura de paz. (Texto: Karinthia Wanderley – Diretoria de Comunicação Social do TJGO)