
A comarca de Luziânia promoveu, nesta sexta-feira (24), um momento de autocuidado para cerca de 40 policiais penais do presídio feminino do município. O objetivo foi oferecer um espaço de escuta, reflexão e troca de experiências, reforçando o autocuidado como reflexo da saúde mental e física, especialmente a quem convive com uma rotina condicionada a exposições complexas ao lidar com pessoas privadas de liberdade no sistema prisional. A iniciativa contou com o apoio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) e do Núcleo de Justiça Restaurativa (Nucjur).

Participaram o integrante do GMF, juiz Victor Alvares Cimini, da 1ª Vara Criminal da comarca de Luziânia; a coordenadora adjunta do Nucjur, juíza Ilanna Lents; as magistradas Katerine Ruellas e Luciana Vidal, da comarca de Luziânia; a vereadora Terezinha de Águas Lindas de Goiás e as representantes da Polícia Penal e Nucjur/Goiânia, respectivamente, Ketty Inagaki e a servidora Mônica Borges.
Durante o encontro, foi destacada a rotina das profissionais de segurança pública e do sistema de justiça, bem como a relevância de não se negligenciar o autocuidado. “Não há como sustentar uma atuação profissional de qualidade sem equilíbrio físico e emocional. Cuidar de si não é algo secundário, é condição essencial para que possamos continuar exercendo nossas funções com responsabilidade, serenidade e humanidade”, ressaltou o juiz Victor Cimini, da 1ª Vara Criminal da comarca de Luziânia, ao destacar que iniciativas como essa devem ter continuidade para que os efeitos sejam duradouros e efetivos.

A representante da Nucjur, juíza Ilanna Lents, destacou a importância de eventos que foquem no cuidado com as mulheres que compõem o sistema de justiça criminal. “Para além da toga e da farda, haverá sempre uma mulher que enfrenta os mais diversos obstáculos em seus círculos sociais e nos outros papéis que exerce. Precisamos ter esse olhar diferenciado, com conscientização, reduzindo estigmas de se buscar apoio psicológico e melhoria gradual dos hábitos físicos e emocionais. A expectativa é positiva e de um maior equilíbrio nas condutas diante de conflitos existentes no presídio feminino”, disse.

(Texto: Karineia Cruz – Diretoria de Comunicação Social do TJGO)