
A Escola Judicial (Ejug) realizou, na manhã desta segunda-feira (12), evento em celebração ao Dia das Mães para magistradas, servidoras e colaboradoras do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO). O Coral Vozes da Justiça abriu a solenidade com canções célebres como “Fascinação” e “Como é grande o meu amor por você”.
Vice-diretora da Ejug, a desembargadora Mônica Senhorelo discursou em nome da escola e destacou o trabalho de cuidado e dedicação diário das mães. “Mãe é sinônimo de amor incondicional. É aquela que, sem hesitar, daria a própria vida pelos filhos, sem a necessidade de qualquer justificativa. É inspiração constante para todos”, disse, recitando, em seguida, trecho do poema de Carlos Drummond de Andrade: “Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga. (...) Mãe, na sua graça, é eternidade”.

A psicóloga Mara Suassuna palestrou sobre o tema: “Maternidade sem culpa”. Ela abordou o sentimento de culpa que, comumente, é vivenciado pelas mães, que se cobram e se sentem cobradas pela sociedade constantemente para exercerem seus papéis com perfeição, ainda que essa perfeição não exista.
“E a origem da culpa começa quando queremos ser perfeitas, sendo que nenhum ser humano o é. Quando nos deixamos levar por conselhos de terceiros, por comparações excessivas, não nos permitimos errar, não respeitamos nossos limites e não aceitamos nossas vulnerabilidades”, explicou a psicóloga.
A profissional orientou que as mães passem a estabelecer limites e saibam dizer “não” às interferências na educação de seus filhos, que se permitam também errar em suas escolhas, a aceitar que nem sempre é possível manter a paciência e estarem disponíveis, e que tentem buscar, dentro da realidade de cada uma, ter tempo de cuidar de seu descanso físico e mental.

Ao final da palestra, os participantes foram convidados para uma confraternização com um brunch.

