O sonho cultivado desde que ingressou no Poder Judiciário de Goiás, o de se tornar magistrado e contribuir para dar celeridade e humanizar ainda mais a prestação jurisdicional, com os olhos voltados para os mais carentes e para todos que dependem da Justiça, de forma isonômica, finalmente foi concretizado pelo servidor João Gabriel Amanso da Conceição, de 36 anos, que até este mês integrou a equipe do Grupo de Atividade Específica da Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Goiás. Nesta sexta-feira, 15, após 2 anos de espera, quando foi aprovado no concurso público para juiz do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), ele finalmente tomará posse no cargo oficialmente.

Natural de Goiânia e já de malas prontas para o Nordeste com o fim de trilhar esse novo caminho abraçando a missão de se dedicar com afinco à judicatura, sua história humilde, de luta e superação, é um exemplo para todos aqueles que almejam alcançar um dia esse posto tão sonhado e disputado. Criado com muita dificuldade pela mãe, que é auxiliar de enfermagem, e estudando ininterruptamente desde 2012, quando passou a fazer parte da Atividade Específica da CGJGO, João Gabriel conta que teve muitas noites em claro e que chegou a mergulhar nos livros e estudos uma média de 12 horas por dia.

“A vontade de me tornar magistrado foi maior após o ingresso no Judiciário goiano, uma vez que pude vivenciar a realidade de um Tribunal, conhecendo as exigências técnicas e éticas indispensáveis ao exercício do cargo e percebendo as dificuldades enfrentadas  pelos servidores  e  magistrados. Sempre fui muito acolhido pela Corregedoria. Sinto-me profissionalmente realizado, estou preparado e muito feliz. Não há palavras que possam descrever tanta emoção e sempre digo que é preciso ter coragem para seguir em frente e nunca desistir”, ressaltou.

Enquanto magistrado, João acentua que pretende aplicar a lei de forma célere, sem deixar de assistir os mais necessitados, hipossuficientes e pessoas carentes especialmente quanto aos seus direitos fundamentais e sociais. “A expectativa é de exercer essa relevante função com senso de justiça, respeito ao jurisdicionado, aos servidores e a todos aqueles que, de alguma forma, precisam do Poder Judiciário, sem fazer qualquer distinção, ciente dessa responsabilidade e de que é papel do juiz distribuir justiça e promover a pacificação social”, realçou.

A despedida

Casado Luciele Moroz e pai da pequena Helena, de apenas 8 meses, o jovem de sorriso fácil, gentil, simpático, determinado e atencioso, atributos reconhecidos por colegas e jurisdicionados, se despede dos colegas da Corregedoria com a convicção de que a bagagem jurídica adquirida no dia a dia do TJGO e da própria CGJGO foi essencial para essa conquista. Ele leva para o Ceará, conforme afirmação unânime de todos aqueles que tiveram a oportunidade de trabalhar e conviver com ele, “não somente um magistrado pronto, equilibrado, probo e coerente, mas um ser humano ímpar”. (Texto: Myrelle Motta - Diretora de Comunicação da Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Goiás/Foto cedida gentilmente por João Gabriel/Edição de imagem: Acaray Martins - Centro de Comunicação Social do TJGO) 

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