
Sensível ao desafio de estabelecer ações efetivas que promovam o autocuidado, a saúde mental e o fortalecimento das relações interpessoais no Poder Judiciário, em um contexto de demanda crescente da prestação jurisdicional, a Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Goiás, por meio da Divisão Interprofissional Forense, promove nesta quinta e sexta-feira (5 e 6), o IV Encontro Estadual das Equipes Interprofissionais Forenses do TJGO. O evento, que conta com a parceria da Escola Judicial do TJGO (Ejug), foi aberto nesta tarde pelo juiz Gustavo Assis Garcia, auxiliar da Corregedoria e responsável pela pasta, na Antessala do Auditório do Tribunal Pleno.
Para o Juiz Gustavo Assis, a intenção do Encontro vai muito além da capacitação oferecida, já que é um momento ímpar para discutir novas ferramentas de trabalho e mecanismos tecnológicos inteligentes que auxiliem o trabalho sem trazer prejuízos para a saúde mental e emocional dos servidores (as) do Poder Judiciário.
“O aumento da produtividade e o alcance de metas fazem parte da nossa realidade, mas temos que prevenir e combater o adoecimento, fortalecer as relações interpessoais por meio da reflexão sobre a relação entre saúde mental, autocuidado e produtividade, com foco na construção coletiva de novos modelos de trabalho, pautados no respeito, na colaboração e na efetividade da entrega de resultados aos jurisdicionados”, destacou.

Ao lembrar que o TJGO tem desenvolvido projetos e iniciativas para valorizar os servidores (as), Wanessa Oliveira Alves, diretora de Gestão de Pessoas do TJGO, falou sobre a importância de priorizar as relações humanas.
“A qualidade de vida, a saúde mental e o contexto de trabalho estão intimamente relacionados. Temos impulsionado medidas que promovem qualidade de vida, bem-estar e satisfação pessoal e profissional dos nossos servidores. Hoje, recebemos a visita da equipe do TJ do Tocantins, que tem nossos recursos humanos como referência“, exemplificou.

Já Eunice Machado Nogueira, coordenadora executiva da Ejug, frisou que tratar o sofrimento alheio é uma questão singular que impacta no dia a dia e deve ser analisada com um olhar humanizado e atento.
“Somos parceiros da Corregedoria e já ombreamos muitos projetos juntos. Esse Encontro é de suma importância porque busca alternativas não só para melhorar as condições de trabalho ou agregar conhecimentos, mas para compreender o outro, estender nossas mãos", observou.

O evento reúne cerca de 80 profissionais das 13 regiões judiciárias goianas, que atendem à convocação da Corregedoria. Estiveram presentes a juíza Soraya Fagury, auxiliar da Corregedoria; Gustavo Machado do Prado Dias Maciel, secretário-geral da CGJGO; Maria Nilva Fernandes da Silva, diretora da Divisão Interprofissional Forense (DIF), que conduziu os trabalhos da tarde; Clécio Marquez, diretor de Planejamento e Programas; os psicólogos Tatiana Ribeiro Freire Franco e Fábio Magalhães, a pedagoga Cyntia A. de Araújo Bernardes, integrantes da DIF; além de vários servidores (as) da Corregedoria.
Exposições e espaço para fala e acolhimento
Foram realizadas ainda uma apresentação cultural e duas exposições de profissionais da saúde do TJGO sobre o tema. A psicóloga Thayssa Maria Garcia Moiana, da Creche do TJGO, afirmou que o espaço de fala, os momentos de troca e acolhimento, bem como as lideranças mais humanizadas para o servidor tenha o real sentimento de pertencimento, são fundamentais.
“Há uma necessidade no ambiente de trabalho de existir mais espaço para a autorreflexão, de examinar o olhar do outro, uma vez que a boa convivência e harmonia entre os trabalhadores proporcionam maior qualidade de vida e melhoram a produtividade”, ressaltou.

Em sua apresentação, o psiquiatra Rafael Rocha Luzini, que compõe a Junta Médica do TJGO, abordou aspectos importantes e danosos do contexto profissional, bem como da vida cotidiana, que podem levar ao sofrimento emocional e ao adoecimento psíquico. O médico frisou que as palavras de ordem são: a empatia, a comunicação assertiva e o autocuidado.
“Somos únicos, mas buscamos o mesmo propósito. É preciso abrir as portas para o diálogo, para a palavra, para ouvir o outro”, refletiu.
Foco nas habilidades relacionais
O Encontro está alinhado à Meta 9 do Plano de Gestão da Corregedoria (Biênio 2023/2025), que dispõe sobre a promoção de 10 ações de aperfeiçoamento para servidores (as) e magistrados (as) com foco no desenvolvimento de habilidades técnico-profissionais e relacionais.

Os trabalhos da tarde ficaram a cargo de Maria Nilva Fernandes, diretora da DIF. Dinâmicas de grupo foram realizadas a fim de gerar uma conscientização coletiva sobre o cuidado que se deve ter na fala, na ação e no ouvir com o outro.

O Encontro se encerra na manhã desta sexta-feira, 6, com um leque de atividades. Galeria de fotos (Texto: Myrelle Motta - Diretora de Comunicação Social da Corregedoria-Geral da Justiça de Goiás/Fotos: Agno Santos - Centro de Comunicação Social do TJGO)