
Atenta à importância da inclusão social, a Corregedoria-Geral da Justiça de Goiás, por meio da Divisão Interprofissional Forense e da Comissão Judiciária Estadual de Adoção (Cejai), adotou pela primeira vez um intérprete de libras para atender uma pessoa com deficiência auditiva durante o Curso de Preparação Psicossocial e Jurídica para Pretendentes à Adoção (PPJ).
O curso, iniciado nesta semana, é realizado em parceria com a Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Goiás e a Escola Judicial de Goiás (Ejug) e as aulas seguem até quarta-feira, 14.
Ao abrir o curso, o corregedor-geral da Justiça de Goiás, desembargador Marcus da Costa Ferreira, que tem duas filhas gêmeas adotivas, compartilhou, de forma tocante, sua experiência pessoal. A seu ver, a nomenclatura que define o tipo de filiação é desnecessária, já que os filhos são provenientes dos laços de amor genuínos.

“Não há absolutamente nenhuma diferença entre os meus filhos biológicos e adotivos. Os filhos vem para a nossa vida para nos ensinar. E o amor deve nortear essa relação, não importa se são biológicos ou adotivos. Na verdade nem deveríamos usar esses termos. Filhos são filhos. São nossa descendência, são presentes de Deus”, emocionou-se.
Já a juíza auxiliar da Corregedoria, Vanessa Estrela, lembrou que a adoção é um ato de amor e que o Preparo e o conhecimento para receber uma criança ou um adolescente é fundamental para resguardar seu bem-estar e estabelecer um relacionamento saudável e feliz entre pais e filhos.

“A adoção é um passo crucial e existem implicações que devem ser observadas para o bem-estar da criança e do adolescente. Os direitos desses seres frágeis e que necessitam tanto de proteção devem ser garantidos. Mas, no final, é esse DNA de amor do pai e da mãe que prevalece” frisou.
A diretora da DIF, Verônica Freire, reforçou a importância dos temas debatidos no curso e o esforço concentrado dos profissionais envolvidos para a realização do curso, observando a grande responsabilidade que acompanha a escolha pela adoção.

“Existe um planejamento minucioso, um esforço concentrado para que o curso de pretendentes à adoção seja realizado. Tudo é pensado com carinho e cuidado porque sabemos a importância e o compromisso de se adotar uma criança ou um adolescente”, acentuou.
Temáticas
O curso é dividido em quatro módulos: “Adoção, uma conta que não fecha. Por que?, Perfil da criança/adolescente disponível para adoção X perfil desejado pelos pretendentes e Reflexões sobre o Marco Legal da Primeira Infância”; “O direito de voz da Criança e do Adolescente no processo de adoção e as adoções necessárias (adoção tardia, interracial, grupo de irmãos e crianças com graves e complexos problemas de saúde)”; “Mitos, verdades e preconceitos relativos à adoção, bem como ao processo de adaptação na família adotiva; e a evolução histórica desse instituto no Brasil e o Sistema Nacional de Adoção.

Ministram os módulos os juízes Carlos Limongi Sterse, do Juizado da Infância e Juventude de Anápolis; Wagner Borges Pereira, da Vara Criminal de Rio Verde; Vítor França, da Vara de Família e Sucessões de Itumbiara; e Maria Socorro de Sousa Afonso da Silva, do 1º Juizado da Infância e Juventude de Goiânia.

O curso de Preparação Psicossocial e Jurídica de Adotantes é requisito para a Habilitação dos pretendentes à adoção, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, e conta com o apoio da Diretoria de Planejamento e Programas da CGJGO e das equipes interprofissionais forenses do Estado. As rodas de conversa, que também fazem parte do curso, se encerram em 5 de junho. (Texto: Myrelle Motta - Divisão de Comunicação da Corregedoria-Geral da Justiça de Goiás/Fotos e edição de imagens: Luana Leão - Divisão de Comunicação Social da CGJGO)