
Com a presença do corregedor-geral da Justiça de Goiás e presidente da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (CEJAI-GO), desembargador Marcus da Costa Ferreira, foi realizada na tarde desta quinta-feira, 14, pela Divisão Interprofissional Forense da CGJGO, a primeira reunião de 2025 do órgão para apresentar o balanço das ações concluídas nos primeiros seis meses de gestão.
Baseado na sua própria experiência pessoal, o corregedor-geral, que é pai de dois filhos adotivos, ressaltou a importância do tema devido ao grande contingente de crianças e jovens que não tem hoje no País uma família natural. A seu ver, todas merecem atenção prioritária e devem ser tratadas com dignidade.

“Existem diversos órgãos de acolhimento no País Aguardando candidatos à adoção, mas à medida que o tempo passa tudo se complica porque existe uma preferência por bebês, entre outros requisitos. Isso é um entrave e, desta forma, é preciso pensar na adoção internacional porque todas essas crianças têm o direito à felicidade. Para isso, é preciso que sejam inseridas em um núcleo familiar saudável para o pleno desenvolvimento”, frisou.
Já a juíza auxiliar da CGJGO, Vanessa Estrela Gertrudes, membro da CEJAI-GO, falou sobre o grande desafio à frente de uma pasta que trata de tema tão sensível e complexo e agradeceu a oportunidade de poder contribuir com iniciativas que estimulem e facilitem a adoção tanto no âmbito nacional quanto no internacional.

Panorama
Ao apresentar um panorama das ações concretizadas pela CEJAI-GO no primeiro semestre deste ano, a diretora da DIF, Verônica Freire Alves, explicou que por unidade foram recebidos 110 procedimentos e encaminhados 133.
Dentre as ações, ela citou a alteração da composição da CEJAI-GO para o biênio 2025/2027, a atualização do conteúdo da página do CEJAI no portal da CGJGO, a organização e realização da 26ª reunião da CACB e a participação no evento comemorativo dos 25 anos da Comissão Distrital Judiciária de Adoção (TJDFT).
Mencionou ainda a criação do fluxo de trabalho para observância da adoção internacional pelas unidades judiciárias, a colaboração para viabilizar inclusão de crianças e adolescentes em famílias substitutas nacionais e internacionais, e o processamento e atendimento de quatro pedidos de busca à origem biológica.
“Temos em curso várias outras ações que englobam a alteração do regimento interno, a criação de unidade judiciária especializada em adoção internacional, a elaboração de u manual de rotinas administrativas, dentre outros. A adoção é um tema de extrema relevância e trabalhamos de forma contínua para facilitar e incentivar esses procedimentos com planejamento e responsabilidade”, pontuou.
Também participaram da reunião os membros da CEJAI-GO juízas Vanessa Estrela Gertrudes, auxiliar a CGJGO, Mônice de Souza Balian Zaccariotti, Heloísa Silva Mattos e a promotora de justiça Ana Angélica Moreira da Cunha. Estavam presentes também a secretária da CEJAI-GO, Cristiâney Aparecida Cunha das Neves Rocha, a servidora Renata Souza Dias Locatelli de Oliveira (que integra a Secretaria Administrativa da CEJAI), bem como a equipe técnica da DIF representada pela psicóloga Tatiana Ribeiro Freire Franco e pela assistente social Lúcia Mara de Oliveira Bispo Miguel.
Estatísticas de Goiás
De acordo com levantamento da CEJAI-GO, o Estado de Goiás tem hoje 101 crianças e adolescentes em acolhimento institucional e disponíveis para a adoção, das quais 5 estão aptas para a adoção internacional e 21 estão incluídas na busca ativa. Segundo os dados apurados, existem 774 registros ativos de acolhimento de crianças e adolescentes e 502 processos de destituição de poder familiar em curso com potencial para acompanhamento da CEJAI-GO. (Texto: Myrelle Motta - Divisão de Comunicação Social da Corregedoria-Geral da Justiça de Goiás/Fotos: Wagner Soares - Centro de Comunicação Social do TJGO)