
“O Programa Pai Presente é o exercício da verdadeira justiça, a cidadania que brota no seio da família, escudado no amor porque transpassa o papel e não tem limites”. A mensagem carregada de emoção é do corregedor-geral da Justiça de Goiás, desembargador Marcus da Costa Ferreira, homenageado nesta quinta-feira, 18, na Câmara Municipal de Anápolis, ao lado de juízes e integrantes do Programa Pai Presente, da CGJGO.
A moção de aplauso se deu em reconhecimento a relevância do trabalho desenvolvido pelo Programa Pai Presente em Goiás que tem cumprido com Competência e dedicação a missão de promover reconhecimentos paternos voluntários de forma simples, humanizada e sem burocracia até mesmo de forma online.
Também foram homenageados a juíza auxiliar da CGJGO e coordenadora geral do Pai Presente no Estado, Vanessa Estrela Gertrudes, Juiz Carlos Limongi Sterse, do Juizado da Infância e Juventude de Anápolis, e a gerente administrativa do Pai Presente, Maria Madalena de Sousa, além de outros integrantes do sistema de Justiça que atuam no programa em Anápolis.
Segundo Marcus da Costa, que é natural de Anápolis, ter o nome do pai nos documentos oficiais garante acesso a direitos básicos e importantes como pensão alimentícia e direito sucessório, mas, a seu ver, o resgate da dignidade e da cidadania é fundamental.

Ele citou como exemplo dois casos recentes que comoveram a equipe da CGJGO, um referente a uma filha de descendência japonesa que reencontrou o pai após 27 anos e foi reconhecida por ele, e outro de um militar que Mora na Espanha e foi reconhecido de forma virtual pelo pai, que reside na Inglaterra, depois de 17 anos.
“O Pai Presente é a jóia da nossa coroa. Quando se fala em Pai Presente o sorriso se abre. Aqui, pessoas realizam sonhos, resgatam sua dignidade, passam a ter o sentimento de pertencimento”, enalteceu.

Ao se referir aos membros do Pai Presente, o corregedor-geral estabeleceu a diferença entre um profissional comum e aquele vocacionado a fazer o bem.
“O vocacionado enxerga no problema uma oportunidade de fazer o bem porque seu diferencial é o amor pelo que faz”, completou.
Dignidade e restauração de vidas
Também homenageado, o Juiz Carlos Limongi, frisou que desde a implantação do programa em 2012 foram concretizados somente em Anápolis mais de 3 mil reconhecimentos de paternidade trazendo dignidade aos cidadãos e restaurando histórias de vida.

“Quem não sabe quem é o pai ou não tem seu nome na Certidão de nascimento pode ter graves prejuízos emocionais e psicológicos. Saber a sua história é uma forma de sentir valorizado. O Pai Presente faz a diferença na origem das pessoas, é um ato de cidadania. Agradeço a Corregedoria por nos ajudar a realizar um dos programas sociais mais importantes desse País que transforma vidas”, ressaltou.
A juíza Vanessa Estrela, que está entre os homenageados, lembrou que até o momento o Pai Presente já concluiu mais de 20 mil reconhecimentos paternos com certidões entregues às partes, alcançando dimensões sociais e afetivas e fortalecendo vínculos entre pais e filhos.
Já a outra homenageada, a gerente administrativa do programa, Maria Madalena, responsável pelo Pai Presente desde o início e acompanhou inúmeros casos de reconhecimento de paternidade, o Pai Presente representa o maior ato de cidadania que um ser humano pode receber.

“O Pai Presente é um projeto da família, que traz luz, esperança, dignidade e cidadania para milhares de pessoas. Me sinto grata e muito abençoada por fazer parte desse projeto”, emocionou-se.

Além do corregedor-geral compuseram a mesa diretiva o juiz Carlos Limongi, juíza Francielly Faria Morais, diretora do Foro de Anápolis, promotora de Anápolis Maysa Morgana Chaves Torres, vereadora Andreia Rezende, presidente da Câmara Municipal de Anápolis, que propôs a moção de aplauso; vereador Jean Carlos Ribeiro, e o Advogado Alexandre Pimentel, presidente do Sistema de Defesa de Prerrogativas da OAB-GO.

Sobre o Pai Presente
Instituído há 13 anos em Goiás, desde 2012, o Pai Presente já está instalado em 100% das comarcas goianas e fornece testes de DNA gratuitamente. Os procedimentos são realizados de forma gratuita, inclusive a coleta de DNA, que poderá ser feita na hora pelos integrantes do programa, sem custo para as partes.
Desde a sua implantação, inúmeros reconhecimentos de paternidade de várias localidades do Brasil e também de âmbito internacional (na modalidade virtual) ocorreram com grande êxito. Deste período até o momento o programa atendeu quase 70 mil pessoas e concluiu mais de 20 mil reconhecimentos paternos com as certidões entregues às partes. Galeria de fotos (Texto: Myrelle Motta - Divisão de Comunicação Social das Corregedorias/Fotos: Agno Santos - Centro de Comunicação Social do TJGO)