
Para ajudar a combater a violência sexual usando a escola como ferramenta primordial, a equipe do Programa Escuta, da Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Goiás, percorreu no mês de novembro quatro escolas de Niquelândia e alcançou 1.134 crianças, entre 6 e 10 anos, para conscientizá-las sobre como se proteger desse tipo de crime. A ação ocorreu durante o Programa Justiça Itinerante, do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO).
Na aplicação do programa, foi realizado o Workshop "Crimes sexuais contra crianças e adolescentes: formas adequadas de abordagem", que contou com a presença da diretora do Foro de Niquelândia, juíza Ana Flávia Buck, do juiz de Uruaçu, Thiago Mehari, do delegado Cássio Arantes do Nascimento, do secretário de educação de Niquelândia, Agripino Pessoa Sobrinho, e de representantes do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) e do Poder Legislativo local.

A iniciativa também alcançou 120 profissionais de áreas relacionadas à educação, saúde, assistência social, conselhos tutelares, segurança pública e que integram o sistema de justiça. Houve explanações sobre o acolhimento, o fluxo de atendimento e de encaminhamentos relativos a denúncias e revelações espontâneas de violência sexual contra crianças e adolescentes.
O workshop reuniu ainda profissionais da rede de proteção do município para o fortalecimento e a discussão de práticas seguras e humanizadas diante de casos de violência sexual. O encontro abordou também fundamentos legais da proteção integral e da prioridade absoluta, orientou sobre como identificar sinais de abuso e destacou a importância da escuta acolhedora, cuja finalidade é acolher a criança sem a revitimização garantindo o encaminhamento correto dos casos aos órgãos competentes.

A conclusão da atividade ocorreu com um estudo de caso em que as equipes reforçaram que “proteger é um ato coletivo” e destacaram que cada elo da rede “é essencial para assegurar a dignidade e o desenvolvimento das crianças e adolescentes”. (Texto: Myrelle Motta - Divisão de Comunicação Social das Corregedorias/Imagens: José Gomes - Presidência do TJGO)