
A Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Goiás (CGJGO) iniciou um amplo processo de reestruturação do Curso de Preparação Psicossocial e Jurídica para Pretendentes à Adoção (PPJ), com o objetivo de aperfeiçoar a formação oferecida às pessoas interessadas na adoção. A medida garante maior integração entre os setores responsáveis pela política judiciária de adoção no Estado e já começa a dar resultados positivos.
A partir desta edição, que teve quatro aulas e se estende com as rodas de conversa até o fim de novembro, o curso passa a ser planejado, executado e administrado integralmente pela Escola Judicial (Ejug) do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO).
A coordenação pedagógica, a organização das turmas e a gestão das inscrições ficam também sob a responsabilidade da Ejug. O último módulo, que encerrou as aulas nesta edição, contou com a participação do corregedor-geral da Justiça de Goiás, desembargador Marcus da Costa Ferreira.
Por sua vez, a CGJGO continuará atuando de forma estratégica na articulação com as equipes interprofissionais forenses, cujos profissionais conduzirão as rodas de conversa com os pretendentes que serão realizadas separadamente em cada região judiciária. A finalidade dessa dinâmica é aproximar os participantes, estimular a reflexão e oferecer um espaço seguro para esclarecimento de dúvidas.
A Coordenadoria da Infância e Juventude do TJGO também integra o projeto e faz a indicação dos magistrados que ministram os conteúdos jurídicos da preparação. Da mesma forma, as equipes interprofissionais indicadas pela Corregedoria assumem a condução dos módulos psicossociais, reforçando o compromisso institucional com uma formação humanizada, técnica e alinhada às melhores práticas nacionais e internacionais.
Mudanças para 2026
O processo de reformulação do PPJ inclui ainda uma revisão completa do conteúdo programático, tornando-o mais eficiente para a preparação dos pretendentes. Já o procedimento de inscrição passa a ser realizado diretamente pela Ejug, por meio de formulário próprio, que incluirá informações importantes para a organização das turmas como necessidades de acessibilidade e indicadores de gênero.
A partir de 2026, a reestruturação dará um outro passo decisivo e importante: pretendentes da capital e do interior participarão do mesmo curso, de forma indistinta. Além de garantir isonomia entre todos os participantes, independentemente da região judiciária, o novo modelo também proporcionará melhor gestão de recursos humanos e financeiros eliminando a necessidade de múltiplas estruturas de formação em diferentes frentes.
Eficiência, integração e modernização
O novo modelo do PPJ funcionará de acordo com as competências institucionais de cada setor do TJGO. O resultado é mais eficiência e acessibilidade e uma formação mais qualificada dos pretendentes na proteção do melhor interesse da criança e do adolescente. A etapa de transição ocorre ao longo do PPJ do segundo semestre de 2025, com implementação integral a partir da primeira edição de 2026.
A roda de conversa é uma metodologia de promoção do diálogo para debater determinado tema e dar voz aos cursistas, tornando o ambiente acolhedor e um lugar seguro de fala e de escuta.
Esse método estimula os participantes a elaborarem suas próprias sínteses sobre o tema proposto e incentiva a reflexão sobre casos concretos. Nesse sentido, sugere-se como estratégia, utilizar como ponto de partida o conhecimento prévio dos pretendentes ou as suas expectativas em relação ao assunto que poderá ser tratado.
A partir de uma consulta prévia aos pretendentes, no grupo da região, são apresentados possíveis temas permitindo que os pretendentes escolham, uma vez que cada turma é única e as estratégias devem ser constantemente reelaboradas para cada nova experiência.
Assim, os mediadores podem usar estratégias que promovam a autorreflexão e o compartilhamento de experiências. Uma delas é o convite aos profissionais com experiência no tema, pretendentes que tiveram êxito na adoção, magistradas e magistrados da área da infância e juventude, dentre outros. A proximidade propiciada por essa metodologia, promovida em pequenos grupos, oportuniza maior participação dos pretendentes nos processos reflexivos e o esclarecimento de dúvidas restantes após a primeira etapa do curso. (Texto: Myrelle Motta - Divisão de Comunicação Social das Corregedorias/Imagem: equipe da CGJGO)