
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), desembargador Leandro Crispim, os corregedores desembargadores Marcus da Costa Ferreira (Geral) e Anderson Máximo de Holanda (Extrajudicial), e a ouvidora do Poder Judiciário, desembargadora Sandra Regina Teodoro Reis, abriram nesta quarta-feira (4) a 7ª edição do Encontro Regional de 2026 das Corregedorias, em Goianésia. O evento alcança a 11ª Região Judiciária.
Ao fazer uma reflexão sobre a complexidade das demandas do Poder Judiciário e a velocidade das transformações sociais, o presidente Leandro Crispim, que participou do evento de forma online, afirmou que, nesse cenário, os Encontros Regionais são “espaço de fortalecimento, alinhamento e de renovação do corpo funcional e da missão dos integrantes da Justiça”.

“O bem servir se cumpre no detalhe, no olhar atento, na escuta sensível e na decisão que reflete na própria vida. O tempo testa nossa resiliência e nos provoca a ir muito além da técnica. Os Encontros Regionais fazem parte desse propósito que nos une todos os dias”, ressaltou.
Leandro Crispim lembrou que, em 2025, foram proferidas pelo TJGO três milhões de decisões e, aproximadamente, 1,4 milhão de processos baixados, além do cumprimento integral de todas as metas do CNJ. Nesse sentido, reiterou a importância de se investir em formação contínua, atualização tecnológica e aperfeiçoamento metodológico, presentes nos Encontros.
“Esses resultados posicionam nosso Tribunal como um dos mais produtivos do País. Isso é a consequência visível do esforço diário, da qualidade e da integridade do trabalho realizado pelos integrantes do Judiciário de ponta a ponta no Estado. Esse encontro foi estruturado com essa visão que combina reflexão técnica, análise institucional e espaços de escuta qualificada. É nesse ambiente que a melhoria se constrói de forma madura e responsável”, frisou.
O corregedor-geral, desembargador Marcus da Costa, destacou a importância do aprimoramento nos três dias de múltiplas atividades do evento, bem como as informações e inovações realizadas pelo TJGO e pelas Corregedorias com a orientação de temas sensíveis e diálogo aberto com magistradas, magistrados, servidoras, servidores e cidadãos.

“Temos que exercer a escuta ativa, dar melhores condições de trabalho aos nossos servidores e ouvir a comunidade como um todo para que aponte o que estamos fazendo certo e também o que deixamos a desejar. Saímos daqui com mais conhecimento e Preparo na busca de resoluções efetivas para a melhora da prestação jurisdicional”, observou.
A construção de um olhar mais atento para o Extrajudicial nos Encontros Regionais, visando a melhora dos serviços prestados aos cidadãos, foi um dos pontos destacados pelo corregedor do Foro Extrajudicial, desembargador Anderson Máximo.

“Somos pioneiros na criação da Cogex e o CNJ veio conhecer as boas práticas do extrajudicial de perto. O destinatário final dos nossos serviços é o usuário e o ambiente dos Encontros é o momento ideal para agregar conhecimentos e para o aperfeiçoamento contínuo”, enfatizou.
Para a ouvidora do Judiciário, desembargadora Sandra Regina, é a escuta que remete ao aprendizado. “Estou aqui hoje para ouvir, não para falar. Um poder só cresce se ele conseguir ouvir seus integrantes e a comunidade que ele representa. Somente ouvindo com respeito e cuidado encontraremos as soluções adequadas para os problemas”, assegurou.

Segundo a diretora do Foro da Comarca de Goianésia, juíza Giulia Pastório Matheus, cada região tem peculiaridades e demandas específicas e, a seu ver, trazer o Judiciário para perto dos cidadãos é um grande diferencial.

“Os Encontros trazem uma oportunidade de diálogo única entre todos os atores do Judiciário. Os painéis temáticos referentes ao extrajudicial, por exemplo, são uma novidade muito interessante porque não temos esse conhecimento tão necessário sobre a área e as pessoas que demandam esses serviços”, elogiou.
Corpo diretivo

Também compuseram a mesa diretiva, além do presidente do TJGO, dos corregedores e da ouvidora, os juízes auxiliares da CGJGO e da Cogex, Marcus Vinícius Alves Oliveira - coordenador dos Encontros Regionais -, Vanessa Estrela, Soraya Fagury e Társio Ricardo de Oliveira Freitas, além da juíza anfitriã Giulia Pastório, do Juiz André Reis Lacerda, da 5ª Vara das Fazendas Públicas e de Registros Públicos de Goiânia, que atuou em Goianésia e atualmente é membro do Centro de Inteligência do TJGO, e do secretário-geral das Corregedorias, Rafael Carvalho Curado.
Exposições diversas
Após a abertura oficial, ocorreu a exposição "Vozes contra o assédio" (Foros judicial e extrajudicial), apresentações da Divisão de Inteligência Institucional do TJGO, das Coordenadorias da Mulher do TJGO e da Infância e Juventude, do Sexênio 2027/2032 (DPI-TJGO), e do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Cartorário e Socioeducativo (GMF).
Ainda no período da tarde ocorreram apresentações sobre Inteligência Artificial e Jurisprudência Administrativa. Paralelamente, foi realizada a oficina do Sistema de Inteligência Artificial (AGAIA), específica para assistentes de juízes.
Cogex em pauta
Das 16 às 18 horas, foram abordadas exclusivamente as temáticas da Cogex. O painel introdutório foi feito pelo corregedor do Foro Extrajudicial, desembargador Anderson Máximo, que ministrou sobre a “Corregedoria Extrajudicial: Diretrizes e Perspectivas para os Serviços Notariais e Registrais”. Na sequência, houve a apresentação do Proad com explanação prática sobre o uso das ferramentas “comunicação” e “em diligência”.

Outros temas desenvolvidos foram o Manual de Rotinas do Foro Extrajudicial, o Provimento nº 175/2025, que dispõe sobre as orientações a respeito da utilização de mídias sociais e publicidade institucional; e a Acessibilidade nos Cartórios Extrajudiciais. Galeria de fotos (Texto: Myrelle Motta - Divisão de Comunicação Social das Corregedorias/Fotos: Wagner Soares - Diretoria de Comunicação do TJGO)